Combate ao pessimismo

sexta-feira, 03 de fevereiro de 2017
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Flickr)
(Foto: Flickr)

SONDAGEM da CNI (Confederação Nacional da Indústria) feita em todo o país mostrou que o consumidor brasileiro ficou menos confiante nas condições da economia do país. Expectativas para a inflação, a renda pessoal, o desemprego e nível de endividamento foram pesquisados e o resultado do Índice Nacional de Expectativas do Consumidor foi o menor apurado pela CNI em muitos anos.

 TAMBÉM o Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) recuou entre dezembro e janeiro, ao passar de 84,4 para 83,4 pontos. Após a oitava queda consecutiva, o índice manteve-se no menor patamar.

OS ÍNDICES, contudo, não computaram as respostas positivas da economia. O mercado interno brasileiro responde à crise consumindo produtos principalmente das micro e pequenas empresas mantendo assim aquecida a economia e expandindo-a em alguns casos. Nova Friburgo se encaixa neste contexto, pois apesar das dificuldades estruturais com a reconstrução, sua economia é constituída pelas micro e pequenas empresas e os resultados até agora têm sido satisfatórios.        

ALÉM DA falta de dinheiro, os efeitos das altas taxas de juros continuam prejudicando a sociedade produtiva organizada e afastando ainda mais a economia informal de sua ampla reestruturação. Ainda que os números das pesquisas apontem para um pessimismo, é indicativo de que a crise econômica não está debelada.

IMPORTANTES dados para compreender o crescimento econômico, tais avaliações servem para empresas e para trabalhadores. Para os primeiros, indicam a perspectiva de demanda pelos seus produtos; para os segundos têm a ver com a disponibilidade de emprego e com as expectativas salariais do mercado de trabalho.

COM AS projeções surgem também os debates e discussões sobre o crescimento do país, com ênfase para o papel das micro e pequenas empresas e os temas são conhecidos: crédito, desenvolvimento regional e cadeias produtivas. As MPE mostram resistência durante a crise mundial e continuam segurando a economia e o emprego no país.

É LOUVÁVEL o esforço das microempresas para continuar a garantir a performance econômica do Brasil. Responsável por grande parcela da população ativa, as empresas nacionais mostram que o esforço vale a pena, superando a descrença quanto ao desempenho brasileiro, mesmo com o pessimismo das pesquisas.

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