​Com investimento próximo a R$10 milhões, obras são retomadas no Rio Bengalas

Inea liberou R$ 5 milhões em recursos federais para o pagamento de dívidas junto ao consórcio responsável
terça-feira, 06 de setembro de 2016
por Márcio Madeira
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, esteve em Nova Friburgo na manhã desta terça-feira, 6, a fim de entregar cinquenta cheques a 24 donos de propriedades próximas à chamada curva do J.J., em Duas Pedras, em valor total próximo a R$4,2 milhões, como indenização pelas desapropriações previstas no projeto de canalização do Rio Bengalas em Conselheiro Paulino.

“Estivemos em Brasília e conseguimos a liberação para dar continuidade a esse trabalho”, explicou André Corrêa. “Depositamos hoje (terça-feira, 6) cerca de R$ 5 milhões na conta do consórcio responsável para que fosse possível recuperar o ritmo de obras, e ainda hoje faremos a indenização, pois havia esse impeditivo físico para que as obras avançassem. Agora, com esses pagamentos, a gente resolve 95% dos problemas.”

Para que seja possível a conclusão das obras — cujo prazo o secretário estimou até junho de 2017 — também era necessário definir o encaminhamento do material das demolições, que devem começar num prazo de dez a vinte dias. A Prefeitura, no entanto, assumiu o compromisso de estocar esses detritos, que podem no futuro ser utilizados como base para o asfaltamento de estradas vicinais, ou para reparos na estação das chuvas. Resta, contudo, um último impedimento: um proprietário que não negociou a desapropriação e procurou a Justiça, gerando uma área de quatrocentos metros nos quais os trabalhos não podem ser realizados. O secretário solicitou à Prefeitura que ajude a intermediar a negociação, a fim de encontrar uma solução aceitável às duas partes.

Rogério Cabral destacou a importância da concretização da obra. “Essa obra é fundamental porque envolve o trânsito de Nova Friburgo, a principal rodovia que liga o Rio de Janeiro ao Centro-Norte fluminense. Em alguns trechos falta asfaltamento, acostamento, criando uma dificuldade muito grande. Poeira, lama nos pontos de ônibus... Então existe uma cobrança muito grande para que o trabalho seja concluído”.

De acordo com o secretário estadual, até o momento foram indenizadas pelo Inea 463 benfeitorias em Nova Friburgo, a um custo de R$ 31.915.000,00. Dessas, 111 estão localizadas no Rio Bengalas (R$ 9.900.000,00) e 352 no Córrego Dantas, no valor de R$ 21 milhões.

Ponte e galerias

Durante o encontro no Palácio Barão de Nova Friburgo, André Corrêa também entregou ao prefeito Rogério Cabral a aguardada licença ambiental para que possa ser reformada a ponte no Stucky. “Gostaria de agradecer pela licença, porque esta ponte está muito ruim, muito perigosa, e nós estávamos impedidos de fazer a obra. Já tínhamos os recursos, ela já foi licitada, mas sema licença não era possível fazer”, comemorou Rogério.

Por fim, o secretário da Casa Civil, Edson Lisboa, deu publicidade ao encontro que teve na segunda-feira com técnicos do Inea, para trabalhar o projeto que busca escoar as águas que tradicionalmente se acumulam nas proximidades do hospital São Lucas. “O projeto original da galeria que vai ser construída pegando as águas do São Lucas até o Rio Bengalas teve um problema em Duas Pedras, porque propunha muitas intervenções em torno de uma galeria única. O segundo projeto também teve problemas, e o Inea estudou a melhor maneira de fazer todo aquele cálculo das duas bacias de contribuições, para tirar toda essa água sem fazer grandes intervenções que prejudicassem a vida dos moradores. Por fim, chegou-se a um projeto que agradou os moradores, dividido em duas partes”.

De acordo com André Corrêa, “O convênio para a primeira parte já foi assinado, a verba está garantida, o Inea já concluiu os projetos, e está apenas aguardando a liberação da Caixa para licitar”. A maior parte dos custos desta etapa — que irá escoar 60% do volume total de água através da RJ-130 — são de responsabilidade do governo federal, com pequena contrapartida estadual. Já a segunda parte, responsável pela outra vertente da bacia de contribuição através da Rua São Pedro ainda carece de recursos para que possa sair do papel.

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