Casas Populares necessitam de mais atenção do poder público

sexta-feira, 08 de outubro de 2010
por Jornal A Voz da Serra

Leonardo Lima

Em entrevista à reportagem de A VOZ DA SERRA, moradores das Casas Populares, no bairro Bela Vista, reclamaram de algo, até então, pouco comum, desde que a seção A Voz dos Bairros foi publicada pela primeira vez. Na Rua Luiza Carvalho, uma árvore de aproximadamente 20 metros de altura vem preocupando a comunidade. “Essa árvore é um perigo. Quando venta mais forte, seus galhos quebram facilmente. Alguns já até caíram em cima dos fios”, afirma o morador José Luiz da Silva, que reside no local há 40 anos.

Ele revela que a Prefeitura já foi procurada para solucionar o problema e, até então, nenhuma providência havia sido tomada. “Fizemos um abaixo-assinado e reunimos mais de 300 assinaturas. Desde o governo passado estamos lutando para cortar ou, pelo menos, podar essa árvore”, informa José Luiz.

Versão confirmada pelo morador Jairo Pereira, que questiona também a limpeza urbana e o abastecimento de água. “Infelizmente não vem ninguém para capinar e limpar as ruas e são os moradores que acabam fazendo isso. Recentemente ficamos quatro dias sem água. Solicitamos um caminhão-pipa e a concessionária responsável só o enviou três dias depois”, queixa-se.

Diretor de esportes da associação de moradores, Jairo diz que, embora a quadra poliesportiva esteja em boas condições, o governo nunca promoveu eventos voltados aos jovens naquela comunidade. “Há espaço para mais áreas de lazer. O parquinho está todo quebrado. Nunca recebemos uma bola da Prefeitura. Quando a gente pode, compramos uma e damos para as crianças brincarem”, revela. Segundo ele, há um terreno de propriedade do município na Rua Valeriano da Silva, que não vem sendo utilizado e poderia ser destinado à construção de quiosques, ou até mesmo de um salão.

Creche municipal e unidade de saúde têm parceria em prol da comunidade

Entretanto, nem todos os serviços vêm gerando críticas dos moradores das Casas Populares. A coleta de lixo (realizada três vezes por semana) e a iluminação pública, por exemplo, receberam elogios. Quanto ao transporte urbano, foi informado que há um ônibus a cada hora e, ocasionalmente, ocorre superlotação. A escola mais próxima da comunidade se localiza na Rua São Paulo, mas a única creche municipal do bairro, para crianças de 3 a 5 anos, fica a apenas alguns metros do conjunto habitacional. Denominada Centro de Atendimento Emílio Melhorance, a instituição funciona atualmente em período integral, das 6h30 às 18h, atendendo a 92 crianças e contando com 24 funcionários, entre merendeiras, orientadores, professores, serventes e auxiliares.

“Servimos quatro refeições diárias, damos apoio pedagógico e, graças a uma parceria com o PSF (Programa de Saúde da Família), também oferecemos atendimento odontológico, com aplicação de flúor”, explica a diretora da creche, Patrícia Muller de Azevedo. De acordo com ela, o acompanhamento se estende também a funcionários e familiares e, caso a dentista julgue necessário, os pacientes são encaminhados ao polo de odontologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Nova Friburgo.

Já a Unidade de Saúde da Família Octávio da Fonseca Coelho, ou simplesmente Olaria II, fica em frente à creche e oferece, além de odontologia, as especialidades de pediatria, ginecologia e clínica geral. No local também são entregues medicamentos e oferecidos serviços básicos de enfermagem, além de cinco agentes de saúde que realizam visitas aos lares. As marcações de consultas são feitas às quintas-feiras e o horário de funcionamento é das 8h às 17h. De acordo com a direção da unidade, são registrados, em média, 300 atendimentos por mês.

SEM RESPOSTA

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura não havia respondido às reclamações dos moradores das Casas Populares, divulgadas nesta matéria.

TAGS: