Uma mulher de 36 anos tentou registrar um furto a sua casa na 151ª DP, mas não conseguiu devido à greve da Polícia Civil. O imóvel, localizado na Rua Érico Veríssimo, no bairro Jardinlândia, foi invadido pela janela, no fim da tarde da última sexta-feira, 20, e levaram R$ 4 mil.
A vítima acionou policiais militares, por volta das 18h, depois que ela viu que o vidro de uma janela da casa estava quebrado. Nenhum objeto foi levado, ma a mulher sentiu falta do dinheiro. Ela foi levada para a Delegacia de Nova Friburgo para registrar o caso, mas não conseguiu por causa da paralisação.
A Polícia Civil está em greve desde semana passada. Os serviços nas delegacias estão sendo prestados apenas em casos graves e de urgência. Os policiais civis exigem o pagamento do 13º salário, além da quitação do Regime Adicional de Serviço (RAS) e do adicional por metas alcançadas referente ao segundo semestre de 2015.
Em Nova Friburgo, a 151ª DP, o Instituto Médico Legal (IML) e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) estão sem serviços de atendimento, manutenção e limpeza porque o governo do estado não paga há meses as empresas que prestavam os serviços terceirizados.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio, Fernando Bandeira, a paralisação é essencial para chamar a atenção do governo do estado e da população para os problemas. Uma reunião nesta segunda-feira, 23, vai definir se a paralisação continua no estado.
“Somos importantes para que a política de segurança pública funcione. Assim, optamos por continuar a greve até que os pagamentos sejam feitos, em especial, o do 13º salário”, disse Bandeira.
Deixe o seu comentário