Carteira vazia

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
por Jornal A Voz da Serra

O BRASIL deverá fechar o ano de 2015 com mais de 1 milhão de postos de trabalho fechados, segundo expectativas oficiais e de confederações de empresários e empregados. O desemprego preocupa trabalhadores e governos e, mais ainda, a quem pretende entrar no mercado de trabalho. Sob todos os aspectos, o ano que se encerra não foi bom para os trabalhadores e suas famílias.

JOVENS com idade entre 16 anos e 24 anos e escolaridade entre 8 e 10 anos de estudo também sentiram na pele as dificuldades de obter o primeiro emprego, indicando que o desemprego está afetando as famílias, atingindo todos os seus integrantes e não apenas os seus chefes.

DEVDO À baixa escolaridade e à inexperiência, e por mais que os governos se esforcem com políticas de primeiro emprego, as oportunidades são tímidas e não atendem a esse enorme contingente. Os jovens quase sempre são os primeiros a sentir os problemas sociais. São os preferidos pelo aliciamento do submundo do crime, são as maiores vítimas da violência, lideram estatísticas de mortes em acidentes do trânsito, são os menos assistidos pela educação e também pelo trabalho.

UMA TAREFA difícil para os governantes tem sido a questão da juventude e suas perspectivas de vida, principalmente com o desenvolvimento econômico do país, abrindo inúmeras oportunidades de empregos. Igualmente preocupa a formação educacional e o preparo adequado deste segmento da população para atender a demanda que se projeta.

AO LONGO dos anos, Nova Friburgo construiu uma área educacional de relevante importância para o interior do estado, com a vinda de universidades públicas e privadas para cá. A formação técnico-profissional também foi privilegiada com a instalação de um Centro Federal de Educação Tecnológica, abrindo para os jovens as portas para o primeiro emprego com perspectivas concretas de trabalho.

MAS A juventude precisa mais. O primeiro emprego é o sonho que evitará os passos perigosos e quase sempre fatais da marginalidade. Não podemos deixar que o futuro se perca por falta de oportunidades de emprego e renda. Não desejamos para os jovens o mercado informal nem a ilegalidade. Devemos, sim, dar-lhes condições de enfrentar os desafios de uma vida digna com educação e trabalho.

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