Carro de professor é alvo de vandalismo

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
por Jornal A Voz da Serra

O professor de Processo Civil do curso de direito da Universidade Candido Mendes, Roberto Souza de Oliveira Júnior, terá que amargar um prejuízo de pelo menos R$ 1,3 mil com serviços de lanternagem em seu Corolla. O veículo teve as portas laterais e do capô danificadas por pontas de chaves ou canivete na noite da última segunda-feira, 20, quando estava estacionado em frente a um bar, nas proximidades do campus da universidade, na Rua Professor Freze, no bairro Vilage. O ato de vandalismo se desdobrou em notícia crime feita pelo professor na quarta-feira, 22, no Ministério Público Estadual de Nova Friburgo, e também será objeto de apuração administrativa na universidade.

Roberto conta que estacionou o Corolla por volta das 20h30, para aplicar provas finais de Direito Processual Civil em dois tempos de aulas. “Ao final do primeiro tempo, fui fazer um lanche no bar ao lado da universidade e meu carro estava intacto. Após terminar o segundo tempo e todos os alunos terem saído, constatei o vandalismo. Outros três carros estavam estacionados no mesmo local e não foram arranhados”, observa Roberto, que denunciou o fato também à coordenação do curso de direito da Ucam, que se comprometeu a tomar as medidas administrativas pertinentes ao caso.

O professor observa ainda que, embora seu veículo tenha sido alvo de vandalismo estacionado em via pública, coincidentemente, dos 12 alunos submetidos à prova final no segundo tempo de aula, pelo menos cinco deles foram reprovados. Outros alunos da turma, inclusive, já haviam sido reprovados automaticamente e não fizeram a prova final na segunda-feira. As provas foram discursivas, portanto, não houve divulgação de gabaritos ao final da aplicação dos exames. O resultado final só foi divulgado na terça-feira, 21.

Roberto acredita que o Ministério Público Estadual poderá instaurar um procedimento criminal, através da Promotoria de Investigação Penal (PIP) e determinar até mesmo a abertura de inquérito criminal, com a convocação dos alunos que fizeram a prova final para depoimentos. “Fui vítima de um crime patrimonial e temo pelo que possa vir a acontecer no futuro até mesmo com meus familiares, ainda mais em tempos em que os estabelecimentos de ensino têm sido alvos de violência e professores vítimas de atentados, e até mesmo assassinato, como aconteceu recentemente em Minas Gerais”, comenta o professor, que descartou a intenção de abandonar a universidade no próximo ano por causa do incidente com seu veículo.

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