A melhora dos índices de mobilidade urbana em todo o estado constitui uma das grandes prioridades de nosso Programa de Governo. No caso de Nova Friburgo, a construção da estrada do contorno representa uma antiga e justa demanda do município. Não pretendemos ser mais um a prometê-la sem consequências. Se eleito, certamente que vamos fazê-la, a fim de desviar o fluxo de trânsito da RJ-116 e aliviar o tráfego de passagem na área urbana. Assim como entraremos em acordo com a prefeitura para estabelecer soluções específicas para o problema da mobilidade urbana no município naquilo que depende mais dela do que do Governo estadual. Em termos mais amplos, pretendemos desenvolver a logística de acesso ao Porto do Açu.
Eu tenho uma dívida que eu ainda quero resgatar com essa região, que é o Contorno de Friburgo. Estamos desenvolvendo e quero entregar o projeto executivo, para tirarmos logo isso do papel. A Secretaria de Transportes já realizou uma Oficina Regional em Friburgo, no mês passado, quando foram levantados dados que permitiram identificar gargalos e pleitos logísticos na região. A secretaria segue com o projeto para que sejam identificadas as demandas existentes, especialmente as que visem à melhoria da fluidez do tráfego no corredor que liga o Rio de Janeiro, Nova Friburgo e Itaperuna
Tenho defendido a construção da Rodovia do Contorno de Nova Friburgo como uma das soluções para o problema do trânsito no Centro da Cidade. Essa obra consta do contrato original de concessão da RJ-116 — rodovia que liga Itaboraí a Macuco, passando por Nova Friburgo, como contrapartida à cobrança de pedágio. Ocorre que o governo atual, às escondidas da população, desobrigou a Concessionária Rota 116, que administra a via, a fazer essa importante obra para a região. A empresa não fez a obra, mas as praças de pedágio continuam funcionando. Já estive em Friburgo e me comprometi com os moradores de rescindir o contrato com a concessionária. Não tem sentido a empresa arrecadar e o povo não receber nenhum benefício. Vou revogar a concessão, acabar com os pedágios e fazer a obra do contorno de Friburgo com recursos do governo do Estado. O objetivo da construção desse trecho é retirar da área urbana da cidade o tráfego pesado de veículos.
O trânsito é um dos principais problemas de Nova Friburgo e eu mesmo apresentei, para o Orçamento deste ano do Governo Federal, uma emenda de R$ 1 milhão para elaboração e implementação do plano de mobilidade urbana do município, com recursos do Ministério das Cidades, atendendo demanda da população. Uma das medidas que precisam ser tomadas é desviar o tráfego pesado de caminhões do centro da cidade, já que os veículos de carga são os principais responsáveis pelo congestionamento, pois quem vai do Noroeste do Estado e de parte da Região Serrana para a capital passa pela cidade. Neste caso, a Estrada do Contorno, no trecho Serra - Conselheiro, ajudaria a desviar o tráfego. Esta é uma obra necessária, que não foi feita pelo Governo do Estado atual, e nem pelo anterior. Além disso, algumas medidas poderiam fazer parte do plano de mobilidade urbana da cidade, como melhorias em vias, instalação de ciclovias e adoção de mão dupla em algumas ruas e avenidas.
Matéria atualizada segunda-feira, 22, com as respostas do candidato Tarcísio
Motta, recebidas após o fechamento da edição impressa, mas antes da publicação
das respostas dadas pelos demais candidatos.
Iremos
construir a estrada do contorno para desviar o fluxo da RJ-116, mas nossa
prioridade será estudar formas de expandir a ferrovia para a região. Precisamos
sair do já esgotado modelo rodoviarista! E o problema não está apenas na Região
Serrana. Vivemos em pleno colapso da mobilidade em todos os territórios do
estado. Isso porque a atual política de transportes é conduzida de acordo com
os interesses de empreiteiras e negociantes do mercado financeiro. Enquanto
isso a população sofre para se locomover. O direito de ir e vir é um direito
básico do cidadão, não pode ser tratado como mercadoria. Vamos abrir a caixa
preta das empresas de transportes e realizar uma auditoria imediata em todos os
contratos, além de criar mecanismos que nos levem à integração operacional dos
modais (barcas, trem, metro e ônibus) e retomar o controle dos fluxos
financeiros do sistema, visando a redução progressiva das passagens, rumo à
Tarifa Zero.
A saúde é uma responsabilidade dos três níveis de governo, o Federal, o Estadual e o Municipal. Para funcionar, o sistema de saúde deve trabalhar de forma integrada a fim de melhorar a eficiência da rede. O problema no estado do Rio é que nenhum governo estadual, desde a Constituição de 88, que criou o Sistema Único de Saúde, assumiu realmente sua responsabilidade como coordenador efetivo do sistema. É essa desintegração que provoca os desequilíbrios de financiamento como observado em Nova Friburgo.
Para desafogar os hospitais vamos investir ainda mais em atenção básica e na contratação de mais médicos. Por isso, na atual gestão trabalhamos muito para entregar as UPAs e Clínicas da Família. Em Friburgo, a UPA instalada na cidade realiza, em média, 400 atendimentos diários. Para a próxima gestão programamos a instalação de oito UPAs na Região Serrana e mais oito novas Clínicas da Família.
Meu compromisso com o povo de Nova Friburgo está documentado no meu plano de governo. Vamos estadualizar o hospital da cidade, que funciona precariamente. Aliás, a saúde tem sido a principal reclamação da população em todas as regiões do estado. Por isso, no meu governo vamos dar total prioridade à saúde pública. Vamos dobrar os investimentos no setor, que foi completamente abandonado nos últimos oito anos. No ano passado, segundo o IBGE, foram investidos apenas 7,1% do orçamento em saúde. O Rio não pode investir menos que Alagoas, Piauí ou Maranhão. Meu compromisso será investir 15% do orçamento. E o primeiro passo para melhorar a qualidade do atendimento prestado à população será criar uma central única para controle e gerenciamento dos leitos hospitalares, das consultas e dos exames nas unidades municipais, estaduais e federais. Precisamos interligar as informações para salvar vidas. Vamos também fortalecer a saúde básica, que conta com os agentes comunitários de saúde, assim como os hospitais com o programa Mais Médicos. Enquanto eu não botar a saúde do estado funcionando, não vou sossegar. Vou trabalhar 24h por dia trabalhando para transformar a saúde pública do Rio em exemplo para o Brasil!
Na saúde, existem dois graves problemas, que são a falta de médicos especialistas e a demora para as pessoas serem atendidas e marcarem exames. Vamos contratar médicos especialistas, para que tenhamos pediatras, ortopedistas, cardiologistas e tantos outros no sistema de saúde do estado. Vamos pagar bons salários, para que esses médicos aceitem trabalhar no interior e em outras regiões, como a Baixada Fluminense e São Gonçalo. E vamos colocar médicos também nas policlínicas que vamos implantar em todo o estado. Podemos melhorar em muito a saúde da região com as policlínicas,

Desde
os anos 90, o Rio sofre o desmonte da sua Rede de Saúde Pública. A
saúde deixou de ser vista como um direito, para passar a ser tratada como uma
mercadoria. Em consequência disso, as filas dos hospitais não param de
aumentar. Chega de sofrimento! A vida precisa estar acima do lucro! Vamos
retomar o controle público sobre a gestão (fim de
todas as formas de privatização e terceirização da Saúde), aumentar
o investimento público no setor, promover concursos públicos, criar um plano de
carreira unificado para os servidores, implementar uma política de gestão
democrática das unidades de saúde e expandir o sistema de atendimento na Região
Serrana e no centro-fluminense, priorizando o
aumento da cobertura da rede de atenção básica, a modernização da gestão da
rede de pronto atendimento e a ampliação do investimento em hospitais de
média complexidade. Queremos um sistema de saúde com acesso universal,
integral, gratuito e igualitário.

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