Calçadas mal conservadas: risco para pedestres por todos os lados

quarta-feira, 26 de maio de 2010
por Jornal A Voz da Serra
Calçadas mal conservadas: risco para pedestres por todos os lados
Calçadas mal conservadas: risco para pedestres por todos os lados

Henrique Amorim

Caminhar pelas calçadas do Centro e de alguns bairros de Nova Friburgo não é tarefa fácil para os pedestres. É preciso redobrar a atenção para não se acidentar devido à grande quantidade de buracos, desníveis dos pavimentos e obstáculos no meio do caminho, como na esquina das ruas Comendador Giuseppe Mastrângelo e Fernando Bizzotto, no Centro, onde um poste na calçada estreita obriga os pedestres a disputarem a faixa de rolamento com os veículos ou então se espremerem junto a um muro. O pior é que junto ao poste há vagas para estacionamento, o que dificulta ainda mais a circulação dos pedestres, muitos deles, idosos e crianças.

Em ruas de grande movimento no Centro, as dificuldades para caminhar também são facilmente encontradas. Além dos desníveis no piso devido às raízes de árvores, muitos pisos estão danificados pela ação do tempo e há crateras por todo o caminho. “Já presenciei muitos acidentes aqui, principalmente com mulheres com calçados de salto alto, que perdem o equilíbrio ao tropeçarem nos buracos. Existe também muita dificuldade para os deficientes. Quem usa bengala ou cadeira de rodas passa verdadeiro sufoco para transitar por essa calçada”, observa um lojista da Avenida Euterpe Friburguense, onde quase toda a extensão das calçadas está em mau estado.

Nem mesmo a principal avenida de Nova Friburgo escapa do problema. Em alguns trechos da calçada do lado par da via, vários buracos dificultam a circulação dos pedestres. Em dias de chuva, a situação se complica com as poças d’água nos buracos. Vale destacar que, de acordo com o Código de Posturas do município, a manutenção das calçadas cabe aos proprietários dos imóveis, mas quase sempre esta obrigação acaba sendo repassada ao poder público, que não dá conta da grande demanda.

Tampas de bueiros soltas também são motivos de preocupação e de cuidados redobrados dos transeuntes. Na Rua Fernando Bizzotto, por exemplo, uma fenda aberta junto a uma dessas tampas de ferro é o bastante para causar um sério acidente com quem usa saltos altos ou um deficiente físico ou visual que esteja portando bengala. “Outro dia quase perdi o equilíbrio ao pisar num bueiro que estava com a tampa frouxa. Fiquei com medo de cair na galeria. Hoje em dia temos que andar na rua com a cabeça para baixo o tempo todo, para não cairmos nessas armadilhas”, diz a aposentada Carmem Lúcia Maranhão, 72 anos, que lamenta a falta de cuidado com as calçadas da Avenida Comte Bittencourt, onde os buracos tomam conta de diversos trechos.

“Se a Prefeitura for esperar os comerciantes consertarem as calçadas em frente aos estabelecimentos deles, daqui a algum tempo não haverá mais calçadas. Os empresários alegam que já pagam o IPTU para isso. O povo é que sofre. Acho que não custa nada para o município pelo menos tapar os buracos com cimento nas calçadas de grande movimento”, sugere o autônomo Paulo Krebbs, 56 anos.

Pelo menos na Avenida Alberto Braune a má conservação das calçadas está com os dias contados. A Prefeitura fará licitação mês que vem para contratar uma empreiteira, que ficará encarregada de revitalizar toda a principal via, que ganhará ainda novo tratamento paisagístico. Enquanto isso, as demais calçadas da cidade...

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