Buscando saídas

sexta-feira, 26 de junho de 2015
por Jornal A Voz da Serra
O SINDICATO da Indústria do Vestuário promoveu palestra sobre o poder da superação em tempos de crise destinada a estimular a força produtiva do município, notadamente o polo de moda íntima, num momento de incertezas decorrentes do ajuste fiscal e da elevação da inflação no país. É também um alerta que faz em prol do empreendedorismo, buscando novas frentes de produção apesar do grande número apresentado pela economia “subterrânea”.   

A reforma tributária é uma exigência do empresariado
O BRASIL, apesar de todos os esforços oficiais, possui parcela considerável da sua economia na ilegalidade. O empreendedorismo, por paradoxal que seja, tem os seus efeitos negativos, inclusive numa cidade como Nova Friburgo. Aqui, assim como nos demais municípios, a economia informal tem sólidas raízes, motivadas por quase os mesmos problemas. Em 2013, a economia subterrânea representava 16,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em 2014, esse percentual ficou em 16,2% do PIB. Uma queda pouco representativa.

SEGUNDO pesquisadores, parte desse número ocorreu devido ao emprego de políticas errôneas que trataram o problema de forma homogênea. O setor informal, por sua diversificação, requer a adoção de políticas específicas para determinados segmentos dentro dessa ampla informalidade, e não de forma genérica. Essa falta de visão impede, pois, que se trate dos problemas de maneira efetiva, inclusive por parte do governo.

EM DIVERSOS aspectos da pesquisa, Nova Friburgo se encaixa perfeitamente bem, revelando que os problemas estruturais que impedem a evolução da economia são, de certa forma, iguais. O empresariado local não se cansa de reclamar das elevadas taxas de juros, da concorrência desleal dos grandes conglomerados e da falta de crédito. Tais fatores, evidentemente, dizem respeito à rigidez da economia brasileira, atrelada a pagamento da dívida externa e sem condições de oferecer reais possibilidades de relaxamento.

PARA UMA CIDADE que precisa correr atrás do tempo, tais dificuldades impedem o seu crescimento, aumentam a crise de empregos e favorecem a economia informal com uma presença cada vez maior no PIB friburguense. Some-se às dificuldades estruturais a carga tributária municipal, que eleva ainda mais o ônus das empresas.

OS NÚMEROS são expressivos e devem merecer uma atenção dos governantes para evitar a expansão da informalidade e oferecer condições reais de crescimento, adotando uma nova política tributária, quer a nível nacional, quer municipal. No caso friburguense, a sociedade aguarda proposição de medidas pelo Executivo e Legislativo que beneficiem o crescimento econômico, assim como cabe a cada eleitor pressionar seus representantes no Congresso para que a reforma saia do papel para a realidade. 

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