Bula sem lupa - 29 de agosto

Por Dalva Ventura
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
por Jornal A Voz da Serra

Consumo de alho não combate colesterol alto

O alho in natura ou sob a forma de suplemento é tradicionalmente usado por pessoas com o colesterol elevado, que sempre acreditaram no efeito potencial da alicina de baixar os níveis de gordura no sangue. Em artigo publicado no Archives of Internal Medicine, pesquisadores da Universidade de Stanford demonstraram que esta prática tão disseminada é, na verdade, ineficaz.

O estudo foi feito com 192 pacientes com colesterol elevado, acima de 130 mg/dl. A média da concentração de LDL dos pesquisados, conhecido como o “colesterol ruim”, era de 140 mg/dl. São estas pessoas que mais consomem suplementos à base de alho com o objetivo de diminuir o colesterol. Os pacientes foram divididos em grupos e submetidos a quatro tipos de regime em relação ao alho, que incluía o consumo de alho cru, sob a forma de suplemento de duas das marcas mais consumidas nos EUA e como placebo. Os submetidos a uma dieta com alho cru deveriam consumir um dente de alho de 4g por dia. O grupo dos suplementos teve a dose diária recomendada pelo fabricante. As concentrações sanguíneas de LDL foram avaliadas mensalmente durante os seis meses do estudo.

Apesar de estudos laboratoriais in vitro e com cobaias demonstrarem a eficácia do alho para diminuir o colesterol, nenhuma das dietas utilizadas na pesquisa provocou redução nos níveis de LDL. “Nos testes laboratoriais os componentes do alho são aplicados diretamente nas células, mas não é possível saber se a alicina chega às células quando pessoas de carne e osso ingerem alho”, comentou um dos pesquisadores, Christopher Gardner, do Stanford Prevention Research CenterGardner. A conclusão dos pesquisadores foi que não existem milagres ou pílulas para contrabalançar uma má alimentação.

Corrigindo a postura ao sentar

Utilizando um avançado equipamento de ressonância magnética, que permite a captação de imagens em movimento, pesquisadores do Hospital Wooden, em Aberdeen, Escócia, chegaram à conclusão de que a melhor maneira de evitar a lombalgia (dor nas costas) não é sentar-se com a coluna reta, mas com o encosto da cadeira na posição reclinada 135 graus para trás.

A pesquisa foi feita com 22 voluntários que não apresentavam história de lombalgia ou de cirurgias prévias. Eles se sentaram em três posições diferentes: com a coluna inclinada para frente, em um ângulo menor ou igual a 70 graus; com a coluna ereta a 90 graus e com a coluna reclinada para trás em 135° e os pés apoiados no chão. Depois disso, os pesquisadores mediram os ângulos que a coluna assumiu, a altura do disco intervertebral e sua movimentação nas diferentes posições.

A partir daí, chegaram à conclusão de que quando a força exercida pelo peso corporal é aplicada sobre a coluna ocorre uma movimentação do disco intervertebral, causando o deslocamento do chamado “núcleo pulposo” (material interno do disco). Esse deslocamento é maior na posição inclinada (com a coluna a 90 graus) e menor na posição reclinada (135 graus). A conclusão é clara: na posição mais relaxada aplica-se menos força sobre a coluna lombar, os músculos e tendões. Já na posição inclinada para frente ocorre uma redução importante na altura do disco intervertebral, principalmente nos dois níveis mais baixos, o que pode levar ao desgaste e até possíveis rompimentos dos discos.

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