Bancários podem deflagar greve a partir da próxima quarta-feira

Assembleia nesta sexta-feira decidirá por paralisação ou não. Categoria pede reajuste de salário, melhorias em saúde e segurança, entre outras reivindicações
quinta-feira, 01 de setembro de 2016
por Dayane Emrich
Comunicado colocado em agências de Nova Friburgo no fim do mês passado (Foto: Henrique Pinheiro)
Comunicado colocado em agências de Nova Friburgo no fim do mês passado (Foto: Henrique Pinheiro)

Os bancários de todo o país anunciaram que devem entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira, 6. Em Nova Friburgo, a categoria realiza nova assembleia nesta sexta-feira, 2, para decidir se vão seguir o movimento nacional. O encontro será às 19h, na sede do Sindicato dos Bancários, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28/208, Centro.

Max Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo, explica que a categoria recebeu orientação para rejeitar a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), já que a oferta desvaloriza os salários. “Nos reuniremos para debater o assunto, mas está quase certo que a categoria irá entrar em greve”, disse o presidente. 

A campanha nacional de reivindicações teve início no dia 18 de agosto e após várias rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban propôs reajuste de 6,5% no salário e abono de R$ 3 mil, muito abaixo do pedido pela categoria, de 14,8% (sendo 5% de aumento real).

Outras reivindicações dos bancários, como participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61, o valor de um salário mínimo (R$ 880) para os vales alimentação e refeição — também para a 13ª cesta e o auxílio-creche — e piso salarial calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24) não foram pautadas. Eles também querem garantias de manutenção do emprego e melhorias em saúde, segurança e igualdade de oportunidades, além do fim do assédio moral, das demissões e das terceirizações e mais contratações. Para fortalecer a campanha também na internet, os sindicatos aderiram à hashtag “só a luta garante”.

Conforme dados divulgados pelo Sindicato dos Bancários, somente no primeiro semestre deste ano, os bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander lucraram, ao todo, uma quantia superior aos R$ 29,5 bilhões. Em contrapartida, no mesmo período, 12.675 trabalhadores foram demitidos em todo o país. No topo da lista de maior lucro está o Itaú, com R$ 11,9 bilhões. Já no ranking de demissões, o Bradesco está em primeiro lugar, com 4.478 desligamentos.

 

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TAGS: bancários | Greve
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