Ausência ressentida

sexta-feira, 08 de julho de 2016
por Jornal A Voz da Serra

FINALMENTE inaugurado pelo prefeito Rogério Cabral, o Hemocentro de Nova Friburgo mostra boas instalações e está capacitado para receber os doadores de sangue que suprem, além dos usuários do sistema de saúde friburguense, diversos municípios da região Centro-Norte fluminense. Está, portanto, apto a oferecer um serviço de qualidade. Porém, infelizmente o número de doadores ainda é insuficiente.   

DE ACORDO com pesquisa em hospitais paulistas, apenas dois entre dez doadores são voluntários sem laço afetivo com os receptores, o que demonstra a baixa sensibilização da população para a doação espontânea. E o problema pode aumentar ainda mais com a chegada do inverno e com as férias escolares, quando há queda do número de doadores. 

NÃO é a primeira vez que A VOZ DA SERRA fala do problema, porém, a permanente dificuldade do banco de sangue de Nova Friburgo em captar doadores merece novamente a atenção de todos. Estoques baixos ou no limite mínimo fazem parte do cotidiano da instituição, oferecendo uma preocupação para quem precisa de sangue.

A BAIXA frequência de doadores em Nova Friburgo não é um fato isolado do cotidiano da saúde pública no Brasil. Constantemente os bancos de sangue do país buscam voluntários e muitos casos graves ocorrem por falta do material. E nestes tempos onde a velocidade combinada com a bebida provoca verdadeiras tragédias nas estradas, o estoque de sangue é condição primordial para salvar vidas. 

A SOCIEDADE ainda não compreendeu a gravidade do problema e que a solução deve ser tomada individualmente. Desinteresse, esquecimento ou mesmo as dificuldades do dia a dia afastam o doador desse compromisso, obrigando os profissionais de saúde a repetirem os mesmos clamores de sempre: doem sangue. E agora, outra vez, o pedido se faz presente.

MUITAS vezes a solidariedade do friburguense foi posta à prova e a resposta foi a melhor possível. Em diversos momentos, como na tragédia de 2011, os doadores de sangue formaram filas nos postos de coleta revelando que a ajuda da comunidade foi fundamental. A mesma atitude deveria ser novamente posta em prática. Muitas vidas dependem da doação de sangue. É um gesto de solidariedade e cidadania.

 

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