Aprendendo com os erros

quarta-feira, 06 de janeiro de 2016
por Jornal A Voz da Serra

O ANO QUE terminou foi difícil para os brasileiros, que assistiram, estarrecidos, à maior empresa do país afundar num mar de lama e corrupção. Também viram a classe política digladiar-se na disputa pelo poder, viram a economia despencar ladeira abaixo com reflexos no emprego e no custo de vida.

MAS 2015 também deixou a esperança de um país mais íntegro, com o golpe dado à impunidade com a ação enérgica do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal com a deflagração da operação Lava-Jato. Em meio a esse processo que parece não ter fim, mas precisa ser debelado, a crise política se acirrou e a econômica alcançou níveis alarmantes, a ponto de colocar em risco até mesmo algumas conquistas sociais relevantes dos últimos anos.

UMA DELAS, que se constitui num desafio mais imediato para o país, é a manutenção do nível de emprego, como atestou o Índice do Medo do Consumidor, apontado pela Confederação Nacional da Indústria, que se elevou em 2015. A constatação apurada pela CNI é fruto da falta de segurança para investir, combinando com a incompetência do governo federal para agir e corrigir seus próprios erros.

POR CAUSA de sucessivos equívocos, a presidente Dilma Rousseff alcançou níveis recordes de impopularidade e enfrenta a possibilidade de impeachment, da qual nem mesmo o seu vice-presidente está livre. No Legislativo, o cenário é igualmente desolador: os próprios presidentes da Câmara e do Senado se encontram ameaçados de perda do mandato, ao mesmo tempo em que nada menos de um terço do Congresso está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).

O INÍCIO deste novo ano é uma boa oportunidade para cada brasileiro se perguntar o que pode fazer pelo país, contrapondo-se com a inabilidade do estado representada pela quantidade exagerada de ministérios, pelo número estratosférico de servidores, por privilégios da classe dirigente e por uma estrutura eleitoral que estimula a ação nefasta de partidos sem identidade nem pudor.

PORTANTO, independentemente de divergências partidárias ou de qualquer outra ordem é preciso que haja uma união de propósitos para o país superar logo esses desafios, livrando os brasileiros de um custo que vai se tornando insuportável. Os erros serão maiores se for desprezada a pesada herança de lições que a crise deixa para todos nós.

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