A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Friburgo (Apae) dá um exemplo de garra e empenho pela reconstrução de Nova Friburgo. Apesar de ter sido bastante afetada pela enchente ocorrida em 12 de janeiro, a entidade já retomou as atividades e está funcionando a todo vapor. Desde a semana passada a associação está reaberta, numa demonstração de força de trabalho, compromisso e união de toda a equipe.
Localizada no Jardim Ouro Preto, a sede da associação teve as instalações do térreo alagadas. Alguns setores, como a gráfica e as salas de judô e ginástica para a terceira idade, tiveram perdas de equipamentos e ainda não voltaram a funcionar. Os demais serviços e atividades, entretanto, já foram retomados. “Nos primeiros dias após o retorno, ainda era pequeno o número de alunos. Agora, só não estão vindo àqueles cujas famílias estão passando por dificuldades de transportes”, explicam os funcionários.
Para a presidente da Apae, Maria das Dores Mello Pacheco, a retomada das atividades foi mais uma prova do empenho de todos que lutam pela associação. “Quem chega hoje na Apae não acredita que há menos de um mês estávamos no meio de lama e lixo. Por isso, quero registrar toda nossa gratidão aos funcionários, familiares e amigos que vieram colaborar com a recuperação da nossa instituição. Tenho muito orgulho de poder estar à frente de uma equipe fantástica, que não mediu esforços para garantir o rápido retorno do atendimento aos nossos especiais e suas famílias, tão necessitados do nosso apoio neste momento difícil”, destaca Dorinha.
Vale lembrar que este ano a Apae completa 32 anos de fundação. Criada em 6 de maio de 1979, a entidade hoje é referência no trabalho em prol da integração e melhoria da qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais. Ao longo dessas três décadas, a instituição já foi homenageada com várias honrarias, tendo o conquistado em 2008 o selo Escola Solidária, concedido pelo Instituto Faça Parte em parceria com o Mec e Unesco.

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