​Após acordo com a prefeitura, médicos descartam greve

Corte nas gratificações dos profissionais será interrompido pelo prefeito Rogério Cabral
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
por Alerrandre Barros
Hospital Municipal Raul Sertã (Foto: Arquivo A VOZ DA SERRA)
Hospital Municipal Raul Sertã (Foto: Arquivo A VOZ DA SERRA)

Os médicos desistiram de paralisar as atividades no Hospital Raul Sertã e na Maternidade Mário Dutra, porque o prefeito Nova Friburgo, Rogério Cabral, anunciou, na última segunda-feira, 21, que vai interromper o corte de 30% nas gratificações da categoria. Desde o início do mês, os profissionais estavam se mobilizando contra a tesourada nas remunerações, considerada inconstitucional.

Nesta quarta-feira, 23, os profissionais se reuniram em assembleia do Sindicato do Médicos da Região Centro-Norte Fluminense (Sindmed) e decidiram que não farão greve até a publicação do ato que revogará a portaria que autorizou cortes nos salários da equipe médica. No entanto, eles continuarão mobilizados em torno da campanha “Luto pela saúde de Nova Friburgo”.

“Fomos notificados da decisão da prefeitura de reverter os cortes nas gratificações. Ele (o prefeito Rogério Cabral) não está fazendo um favor aos médicos, mas cumprindo a lei, pois a  gratificação por atividade hospitalar já perdura por alguns anos e, portanto, já está incorporada ao salário. Agradeço ao jornal A VOZ DA SERRA por ter nos ajudado nesta luta”, disse o representante do Sindmed, o médico ginecologista e obstetra Alexandre Vieiralves de Castro.

Em outubro, a tesourada na remuneração do funcionalismo público desagradou os médicos, que ameaçaram fazer greve e entrar na Justiça contra a medida. A mobilização dos médicos começou no mês passado, depois que o prefeito Rogério Cabral publicou no Diário Oficial a portaria 685 que cortou todas as gratificações previstas na lei complementar 79/2013.

Cabral ainda exonerou funcionários comissionados para regularizar os gastos com a folha de pagamento que estão quase superando o limite de gastos com pessoal estipulados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O desequilíbrio ocorre, segundo o Executivo, por causa da crise que faz minguar, há pelo menos dois anos, a arrecadação de impostos e os repasses feitos pelos governos estadual e federal.

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