Após 1ª morte por sarampo, em SP, procura por vacina em Friburgo deve aumentar

Vítima foi um homem de 42 anos, sem registro de imunização
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Após 1ª morte por sarampo, em SP, procura por vacina em Friburgo deve aumentar

 

Após 22 anos o Brasil registrou a primeira morte provocada pelo sarampo, na cidade de São Paulo. Em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), mas perdeu o certificado em fevereiro deste ano, após surtos da doença, principalmente na região Norte, a partir de dezembro de 2017.

A confirmação da morte em São Paulo foi feita pela Secretaria de Saúde daquele estado na tarde desta quarta-feira, 28. A vítima é um homem de 42 anos, sem registro de imunização e morreu no último dia 17. O homem não possuía o baço, órgão do sistema linfático responsável por, entre outras funções, produzir e armazenar células de defesa do corpo.

A Secretaria de Saúde paulista informou ainda que fez bloqueio na região onde a vítima morava, no hospital, próximo à família dele e no local onde ele trabalhava. Além disso, aplicou vacinas nas pessoas que vivem ou trabalham nesses locais. A suspeita é que a vítima tenha contraído o sarampo de duas sobrinhas.

É importante vacinar 

Em Nova Friburgo, a prefeitura disponibiliza vacinas contra a doença, mas ainda não há uma campanha. A vacina contra o sarampo faz parte do calendário vacinal e está disponível nas unidades de saúde durante todo o ano. Por determinação do Ministério da Saúde, desde a última semana, as unidades passaram a também vacinar crianças entre 6 e 11 meses contra a doença. Até então, somente crianças a partir de 1 ano eram imunizadas contra o sarampo. Pessoas até 49 anos devem ser vacinadas, informou a prefeitura. 

Com o caso fatal da doença, é possível que haja aumento na procura pela vacina. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Friburgo, a vacinação prossegue nos postos de saúde Sylvio Henrique Braune (Suspiro), Dr. Waldir Costa (Conselheiro Paulino) e Tunney Kassuga (Olaria), das 8h às 16h. A Unidade Básica de Saúde José Copertino Nogueira (São Geraldo), atende às terças e quintas-feiras.

A doença

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. De acordo com o balanço da Secretaria estadual de Saúde de São Paulo  divulgado na semana passada, o estado tem 2.457 casos da doença, sendo 66% na capital paulista, o que equivale a 1.637 pessoas contaminadas pela doença.

O sarampo pode ser evitado com a vacina tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Ela integra o PNI e é aplicada aos 12 meses, com reforço aos 15 meses com a tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Até os 29 anos, a recomendação é tomar duas doses do imunizante. Entre 30 e 59 anos, a pessoa deve ser vacinada uma vez. Para quem não sabe se já tomou o número adequado de doses, a orientação é se imunizar. 

 

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