Aneel aprova reajuste médio de 9,26% nas contas de luz da Energisa

Aumento já passará a valer no próximo sábado, mas consumidor começará a sentir no bolso a partir de 22 de julho
terça-feira, 18 de junho de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
Eduardo Mantovani, presidente da Energisa: concessionária se esforça para fazer jus à tarifa cobrada (Foto: Fernando Moreira)
Eduardo Mantovani, presidente da Energisa: concessionária se esforça para fazer jus à tarifa cobrada (Foto: Fernando Moreira)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira,18, o índice de reajuste tarifário da Energisa Nova Friburgo, que será de 9,26%, em média, a partir do próximo sábado, 22. O reajuste tarifário é um processo regulado pela Aneel, previsto no contrato de concessão da empresa. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente – o chamado Reajuste Tarifário Anual – e a cada cinco anos, no processo de Revisão Tarifária Periódica - a próxima será em 2021.

“Sabemos que todo aumento não é uma boa notícia para o consumidor final. Mas o cliente de Nova Friburgo pode ficar tranquilo porque temos feito o máximo de esforço possível para prover o melhor serviço e fazer jus à tarifa que cobramos aqui. Isso é o mais importante”, garantiu Eduardo Mantovani, diretor-presidente da concessionária.

O efeito médio sentido por consumidores de baixa tensão (residências) será de 9,21%. Já os consumidores de média e alta tensão (indústrias), terão um reajuste de 9,48%, o que gera um efeito médio total de 9,26%. O aumento já passará a valer no próximo sábado, 22, mas o consumidor só começará a sentir, de fato, os efeitos do reajuste no bolso apenas a partir de 22 de julho.

Como é feito o cálculo para o reajuste

A tarifa de energia elétrica é composta por custos da distribuição, que formam a parcela B da tarifa, e os custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos, chamados de parcela A.

O preço final da tarifa é dividido, portanto, em duas parcelas: a parcela A, com custos cujos montantes e preços escapam à vontade ou gestão da distribuidora, que atua apenas como arrecadadora; e a parcela B, com custos diretamente gerenciáveis, administrados pela própria distribuidora, como operação e manutenção e remuneração dos investimentos.

Inadimplência é baixa em Nova Friburgo

Atualmente, a Energisa Nova Friburgo conta com uma base de aproximadamente 106 mil clientes ativos na cidade, sendo 88% destes residenciais, 9,5% comerciais, 1,1% rurais, 0,7% industriais e o restante é formado por repartições públicas e afins. O ano de 2018 fechou com um índice de inadimplência de apenas 1,17%, um dos menores do país, segundo a própria concessionária.

Ainda de acordo com a Energisa, a Prefeitura de Nova Friburgo está com todos os pagamentos em dia, diferente do governo do estado, que está há cerca de quatro anos sem quitar seus débitos com a concessionária, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil.

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