A saúde mental dos idosos

Por Thereza Freire Vieira (*)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

A saúde mental dos velhos permanece claramente melhorada quando são socialmente integrados.

Inconscientemente, o ser humano ignora a velhice. Sob o ponto de vista consciente, apenas se reconhecem velhos devido à comparação a que são submetidos com as demais pessoas de sua convivência.

A noção de tempo de vida é uma questão social. Na idade avançada, o sentido e a velocidade de tempo diferem do que se sente em idades anteriores. O velho pode representar o resumo de sua própria vida.

A reação mais comum diante do impacto da velhice é o de perplexidade. E nesses casos não é raro o velho entregar-se a três casos dos seus mais frequentes companheiros: o tédio, a solidão e a apatia.

O tédio, a solidão e a apatia rompem a comunicação do idoso com o mundo e muitas vezes consigo mesmo e passa a visualizar a morte como uma realidade iminente. Passa a jogar no time da morte. É o velho deprimido. Outro tipo psicológico é o velho que se torna moralista, agarrando-se aos valores éticos de sua geração e tenta interferir nos conceitos morais das novas gerações. É um velho irritadiço, intolerante e intrigante, considera-se um velho virtuoso. Geralmente, é muito religioso, considera-se merecedor de homenagens, mas nada faz para despertar nos outros sentimentos para tanto. O oposto é o velho amoral, gaiato ou caduco. Aceita a sua verdade interior e se recusa a ver que mantém vivo o seu sexo, seus ciúmes e paixões. Socialmente, é um velho delinquente. É problema social e não psicológico.

O velho que assume uma posição regressiva assume um modo de explicar a sensação de que os anos passam mais depressa. É dominado pela família, transforma-se em um desprotegido, hipocondríaco e dependente.

(*) Médica geriatra e escritora

colaboradora de jornais revistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
TAGS:
Publicidade