Amado da Conceição vence Corrida da Amizade
No último domingo, 24, aconteceu com sucesso absoluto a 1ª Corrida Rústica da Amizade da Cidade, com percurso de oito quilômetros. A prova foi realizada pela Associação Friburguense de Atletismo (AFA), com apoio da Prefeitura de Nova Friburgo, por intermédio da Secretaria de Esportes e Lazer. A corrida teve largada em frente ao Hospital Raul Sertã, em direção às avenidas Galdino do Valle Filho e Comte Bittencourt, totalizando quatro voltas nas vias. A prova foi realizada em 13 categorias, divididas em faixas etárias.
Resultados
Categoria elite masculino
1º - Amado da Conceição
2º - Reginaldo de Azevedo
3º - Alexandre Pereira
4º - Paulo Rogério
5º - José Roberto
Categoria elite feminino
1º - Mirlene
2º - Neilda
3º - Francilene
4º - Vitória Régia
5º - Alessandra
Faleceu mesatenista Luiz Algacyr Vergílio da Silva
O único medalhista paraolímpico brasileiro na categoria, Luiz Algacir, que lutava contra um câncer há anos, faleceu às 6h30 do último sábado, 23, aos 36 anos. Ele estava internado desde julho de 2009 para cirurgia de retirada de tumor e tratamento do câncer. “As coisas não evoluíram bem”, lamenta Benedito Rodrigues de Oliveira, o Benê, técnico de Algacir.
A medalha de prata conquistada nas Paraolimpíadas de Pequim, em 2008, foi seu maior feito na carreira. Luiz Algacir foi o primeiro brasileiro a alcançar o pódio no tênis de mesa paraolímpico. “Ele foi o maior atleta brasileiro do tênis de mesa”, garante Benê. “Recebemos consternados a notícia sobre o falecimento do atleta Luiz Algacir, um dos mais queridos no movimento paraolímpico”, lamentou Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). “Ele foi um dos atletas de maior relevância no cenário nacional, teve uma carreira incrível, que culminou com a medalha de prata em Pequim. Além de um grande atleta, era uma grande pessoa”, frisou.
Luiz era extremamente querido pelos amigos e companheiros de esporte. O tênis de mesa era a paixão deste curitibano, que perdeu os movimentos das pernas aos 15 anos, após cair de uma árvore em Foz do Iguaçu.
O esporte entrou em sua vida aos 18 anos. Mas, antes jogava basquete e tênis. Foi a amiga e também atleta Maria Luiza Passos que o convenceu a ir para o tênis de mesa. O encanto foi tanto que o sonho dele era ensinar a modalidade para crianças depois que abandonasse as competições. “Quero encerrar a carreira realizado, depois de alcançar todos os meus objetivos. Mas não vou conseguir ficar longe do esporte, por isso pretendo ser técnico de criança”, planejava ele, antes das Paraolimpíadas de Pequim.
Carreira longa e bem-sucedida, além da medalha de prata paraolímpica, o atleta paranaense tinha dois ouros parapanamericanos conquistados em 2007, no Rio de Janeiro, um individual e outro em equipe. Luiz Algacir também foi eleito duas vezes consecutivas o melhor jogador cadeirante das Américas: em 2001 e 2002, “ele foi a pessoa mais fantástica com quem já trabalhei. Ele sabia ouvir, sabia aplicar a técnica e sabia treinar forte”, recorda Benê.

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