O presidente reeleito da 9ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Nova Friburgo, Carlos André Rodrigues Pedrazzi, seus cinco diretores e os 33 membros efetivos e suplentes do conselho subseccional foram empossados na noite da última quinta-feira, 21, em solenidade no auditório do Senai com a presença do presidente da seccional Rio de Janeiro da OAB, o também reeleito Wadih Damous; o ex-presidente da 9ª subseção, Hélio Arantes de Carvalho Borges; o diretor do departamento de apoio às subseções da OAB-RJ, Ricardo Menezes; o presidente da OAB Cordeiro, Dominique Leal Sander e o secretário de Governo de Nova Friburgo, Braulio Rezende. O vice-presidente da 9ª subseção, Rômulo Luiz de Aquino Colly, não pode comparecer devido a problemas de saúde, assim como alguns conselheiros.
Na ocasião, Carlos André Pedrazzi solidarizou-se com os familiares das vítimas fatais da recente catástrofe no Haiti e das chuvas no estado do Rio de Janeiro e conclamou a um minuto de silêncio. Em seguida agradeceu a confiança depositada pela classe que o reelegeu com quase 70% dos votos no pleito do último dia 16 de novembro. “Isso mostra a aprovação dos advogados ao modelo de gestão que implantamos com total transparência, austeridade e independência que continuarão a nos reger nesse segundo mandato com incremento ao trabalho em grupo e humildade, absorvendo sugestões e críticas”, disse o presidente lembrando que a OAB continuará participando das atividades sociais de defesa da cidadania e sempre em defesa da classe.
“Não iremos atender ao interesse de poucos em detrimento a muitos. Assim, a entidade contrariaria os ideais da democracia. Nessa campanha eleitoral primamos pela ética com propostas reais de trabalho para a classe. Para mim, princípios são inegociáveis. Lutamos por justiça social para uma sociedade mais igualitária fazendo da OAB a voz daqueles que não tem vez”, disse. Pedrazzi também criticou a atual gestão do judiciário, classificada por ele como péssima, o desrespeito a ética, a falta de comprometimento de alguns servidores e de bom tratamento aos advogados como determina a Constituição Federal.
O presidente também enumerou as muitas conquistas obtidas em seu primeiro mandato que favorecem o dia a dia dos advogados e prometeu rigor no combate à corrupção e incentivo total aos novos advogados com cursos, palestras e seminários de atualização. “Jamais podemos deixar de nos indignar com os crimes do colarinho branco e falta de ética na política. Se o advogado não puder atuar com liberdade, a democracia estará em risco”, destacou Carlos André Pedrazzi.
Para a primeira advogada de Friburgo,
modernidade foi a madrasta do judiciário
Uma das 20 conselheiras efetivas da nova gestão da OAB local, Maria Clara Bessa Heindenfelder, a primeira advogada a atuar em Nova Friburgo ainda na década de 1960, destacou as inúmeras dificuldades que os advogados enfrentam até hoje, sendo desvalorizados e impedidos, muitas vezes, pelos próprios entraves do judiciário, de desenvolverem suas atividades no Direito, definido por ela, como “belo, histórico e filosófico, regendo a sociedade e impondo o limite entre as relações”. Maria Clara lamentou ainda que atualmente o advogado tem que fazer um Direito cheio de regras e que a profissão foi prejudicada pela modernidade.
“Com a chegada dos computadores todos achavam que eles seriam a redenção, mas a informática revelou mazelas crônicas do judiciário. Foi a nossa madrasta. O poder estatal virou o grande pai dos advogados e todos querem se encostar nele em busca da estabilidade e não se vê mais aquele brilhantismo e destemor característicos do advogado”, resumiu ela que discursou em nome dos demais conselheiros empossados.
Wadih Damous promete enxugar
a máquina administrativa
Ao prestigiar a posse da diretoria e dos conselheiros da 9ª subseção, Wadih Damous anunciou que irá tomar medidas duras em sua segunda gestão na OAB-RJ, principalmente a redução do quadro de funcionários da seccional Rio de Janeiro que, segundo ele, tem 70% de sua arrecadação mensal consumida pela folha de pagamento. “E o pior, muitos desses funcionários são ineficientes. Eu mesmo peno para conseguir falar com a OAB por telefone. Todos os recursos terão que ser destinados aos advogados”, frisou.
Ele também demonstrou preocupação com a implantação do processo digital que exigirá dos advogados total domínio da informática com computadores avançados. Para isso, a OAB já busca linhas de financiamento com a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para permitir aos advogados a aquisição de computadores mais modernos. Wadih também anunciou o lançamento em breve de uma campanha da OAB-RJ para identificação dos locais onde foram enterrados os mortos dos perseguidos pelo regime militar nos anos 60 e 70, afim de fornecê-los sepultamentos dignos.

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