AO REABRIR suas portas para o atendimento ao público, em fevereiro próximo, o Pró Memória da Prefeitura ganhará um novo status no organograma oficial do governo por sua inegável contribuição à cultura de Nova Friburgo. Com a aprovação da Câmara Municipal, no final do ano passado, o antigo setor será transformado em Fundação Municipal D. João VI.
O GOVERNO municipal acertou com a proposta tendo em vista a sua importância para a manutenção e expansão da cultura friburguense. Nosso patrimônio não pode ficar sem o apoio das autoridades culturais do município, do estado e do governo federal. É um dever do Estado e de todos os cidadãos que podem ter acesso ao seu passado histórico, resgatado durante anos revelando toda a pujança da cidade.
A MEMÓRIA friburguense também possui uma legião de admiradores que se preocupam com a história do município e da região e tem naquele órgão público o seu principal acervo para consultas. Devido à sua abrangência histórica, bem guardada, tornou-se referencial para diversos municípios resgatarem também as suas memórias. Tais qualidades não podem, portanto, prescindir de uma infraestrutura que garanta a sua sobrevivência através de recursos humanos e bens e serviços.
A FUNDAÇÃO recém-criada terá muito trabalho para ‘zerar’ o déficit histórico do município com a sua própria cultura. Por uma série de razões a cultura foi, para muitos governantes, o ‘patinho feio’ da administração. Espera-se agora que ações do governo e a formação de parcerias consistentes possam tirar a memória da incômoda situação, conquistando um destaque de fato e de direito.
COM UMA nova estrutura, mais flexibilizada, a fundação poderá obter verbas específicas do governo federal ou estadual, além de firmar convênios com entidades culturais diversas, integrando-a com as políticas de ‘transversalidade cultural’, que busca a integração relacionando-se com outras atividades que agreguem valores à atuação cultural, comum a todos.
O TURISMO, na era da globalização, valorizou as cidades que respeitam suas raízes, possuem suas próprias artes, criatividade e realizações do cidadão comum. A cultura friburguense, portanto, tem condições de interagir de forma duradoura, atendendo a esta tendência politicamente correta que motiva milhões de turistas em todo o mundo.
CABE AOS gestores públicos sintonizarem-se com esta nova realidade adotando política de continuidade cultural que valorize e proteja sempre este legítimo patrimônio de todos nós. Como bem faz agora o governo, prestigiando a memória friburguense com a nova fundação cultural.

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