A paralisação dos bancários iniciada há 13 dias continua sem data prevista para acabar. Nas rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), semana passada, em São Paulo, não houve avanço e a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado. A categoria quer 10% de aumento salarial, mas os banqueiros insistem na contraproposta de 4,5%. De acordo com o vice-presidente da Fenaban, Nilton Damião Esperança, na última rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban não concordou em valorizar o salário inicial dos bancários sob a alegação de que “os funcionários costumam ter carreira longa nos bancos, sem contar os demais benefícios além do salário”.
Nilton Damião informou também que a Fenaban fez diversos cálculos e simulações durante as últimas rodadas de negociação, mas não se chegou a algum acordo que resulte no aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancos. Outra negativa foi quanto à garantia no emprego. A Fenaban alega que a questão é individual de cada banco e o tema não deve ser motivo de discussão pela convenção coletiva.
Em Nova Friburgo, todas as agências públicas e privadas continuam aderindo à greve, com exceção das agências do Bradesco, que têm sido abertas com auxílio de força policial solicitada pelas gerências. O furo ao movimento tem desencadeado protestos inusitados do Sindicato dos Bancários que já chegou até a promover o enterro do banco com direito a caixão de defunto e velório de Judas. Com a greve, resta à população recorrer aos terminais de autoatendimento.

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