Policiais militares detiveram nesta terça-feira, 16, dois jovens suspeitos de matar Jovenilton Estevão Santana, de 54 anos, e abusar sexualmente da namorada dele, de 39 anos, no último domingo, 14, em Monnerat, distrito de Duas Barras. Os suspeitos, de 19 e 27 anos, foram detidos em Cordeiro, após investigações da Polícia Civil.
A operação começou por volta das 10h, de acordo com a PM. Os agentes foram até Cantagalo e encontraram o carro de Jovenilton, um Gol prata, que havia sido roubado pelos criminosos após o homicídio. Os policiais, então, seguiram para o bairro Manancial, em Cordeiro, e conseguiram encontrar dois jovens que teriam participado do crime.
Segundo a polícia, o jovem, de 27 anos, atirou contra os agentes e fugiu por uma mata, mas foi detido por volta das 20h. Ele confessou participação no crime. O rapaz tem anotações criminais por porte ilegal de arma de uso restrito, tráfico de drogas e homicídio em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
O suspeito de 19 anos também foi detido no bairro Manancial. Ele foi encontrado com 19 tabletes de maconha no momento da prisão e afirmou ter participado do crime, segundo a polícia. O Fusca usado no crime também foi encontrado. Os dois foram levados para a 152ª DP, em Duas Barras, e permaneceram custodiados por medida preventiva. Um terceiro suspeito teria participado do crime, mas ainda não foi encontrado.
Homicídio e estupro
O casal foi abordado na noite do último domingo, 14, em uma estrada de chão em Monnerat. A mulher contou aos policiais que estava com o namorado no carro quando um Fusca preto parou ao lado deles e três ou quatro homens encapuzados começaram a atirar contra Jovenilton. Ele foi retirado do carro e jogado às margens da estrada.
Ainda segundo as investigações, a mulher disse que foi estuprada e agredida com coronhadas na cabeça. Ela foi abandonada em uma localidade conhecida como “Linha”, no trajeto que liga Monnerat e Cordeiro. O crime é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) e o abuso sexual foi comprovado após exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
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