PIB cai mais

segunda-feira, 04 de abril de 2016

PIB cai mais

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano passou pelo 11º ajuste consecutivo. Agora, a estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,66% para 3,73%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi reduzida de 0,35% para 0,30% no terceiro ajuste seguido. As estimativas fazem parte do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. As instituições financeiras alteraram a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 7,31% para 7,28%, no quarto ajuste seguido. Para 2017, a estimativa segue em 6% há oito semanas consecutivas. As projeções ultrapassam o centro da meta que é 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano, e de 6% em 2017.

Pessimismo em baixa

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), medido pelo Ibope Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra queda de 1,1% na passagem de fevereiro para março. Com isso, volta a registrar aumento do pessimismo do consumidor após dois meses. Com a queda, o Inec passa a registrar 97,6 pontos e totaliza um ano oscilando entre 96 e 99 pontos. O Inec de março encontra-se 11% abaixo da média histórica do índice. A queda do índice deve-se, principalmente, pela maior preocupação do consumidor com o emprego. De positivo, destaca-se o índice de endividamento, com crescimento de 2,2%.

Medo do desemprego

As incertezas com o cenário político e econômico do país têm minado as esperanças dos brasileiros tanto em relação ao presente quanto ao futuro. Essa é uma das principais conclusões que saltam de uma pesquisa realizada em todo o país pela consultoria A Ponte Estratégia. O levantamento, realizado com 915 pessoas de todas as classes sociais, mostra que 82% dos entrevistados são pessimistas com a situação atual e que 68% não acreditam que haverá melhora nos próximos dois anos. Com menos renda e medo de perder o emprego, mais da metade dos consultados admitem, por exemplo, ter barateado o plano de celular e cortado gastos com alimentação fora de casa. Além disso, 88% dos entrevistados declaram se sentir vulneráveis. A deterioração do mercado de trabalho é uma das preocupações apontadas no levantamento, com 68% dos entrevistados admitindo ter receio de perder o emprego.

Resistindo a crise

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mapeou mais de 600 profissões e identificou aquelas que cresceram mesmo em meio à atual crise econômica. Do total analisado, 140 setores (23,2%) registraram aumento líquido de vagas desde o início da recessão e um seleto grupo de 15 profissões se destacou com crescimento acima da média. O estudo da CNC aponta que os setores terciário e agropecuário foram os que mais abriram vagas entre julho de 2014 e dezembro de 2015.

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A pesquisa mostra que a profissão que mais gerou empregos foi a dos trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, com 71,5 mil novas oportunidades. Também se destacam as vagas criadas para operadores de telemarketing, 27,5 mil, e para recepcionistas, 25,4 mil. Outras atividades do setor terciário, como prestação de serviços de alimentação, saúde e cuidados pessoais, também figuram na lista das 15 profissões que resistem à crise.

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O estudo também evidencia a predominância feminina em dez das 15 profissões destacadas. É o caso dos professores de nível médio na educação infantil (94,4%), cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos (90,8%) e enfermeiros de nível superior (85,3%). Do total de profissionais em atuação nos segmentos analisados, 66,6% é do sexo feminino. Já a força de trabalho masculina predomina entre os trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias (95,7%), trabalhadores na agropecuária em geral (85,8%) e profissionais agrícolas na fruticultura (70,7%).

Preços caíram

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas em março na comparação com fevereiro. A maior redução foi no Recife (0,95 ponto percentual, ao passar de 1,29% em fevereiro para 0,34% em março). Outras cidades, que tiveram queda acima da média nacional (0,26 ponto percentual), foram Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Com queda menos intensa do que a média nacional, que recuou de 0,76% em fevereiro para 0,5% em março, aparecem o Rio de Janeiro (0,12 ponto percentual, de 0,61% para 0,49%) e Porto Alegre (0,1 ponto percentual, de 0,8% para 0,7%).

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