Leitores — 29/09/2015

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Cidade das flores

Lendo hoje A Voz da Serra e a matéria da sempre competente Ana Borges intitulada “Nova Friburgo, Cidade das Flores?”, tenho que me manifestar, primeiro pelas informações ali contidas, que são da maior importância, e segundo porque bateu de novo a nostalgia dos “velhos tempos”. “Friburgo, cidades das flores, cidade dos cravos” e de tantos outros adjetivos maravilhosos com que a qualificaram, e que não só eram ícones pela sua beleza, mas como “cartão-postal” para o turismo, para a economia em geral.

Certa vez, nos tempos em que eu morava e trabalhava no Rio de Janeiro, fui ao Mercado das Flores no centro da cidade para comprar um agrado para uma amiga, e quanta emoção senti quando o florista me mostrou lindos cravos de Friburgo. Acabei comprando-os para mim mesma, e com eles perfumei a minha casa e as minhas doces lembranças. Senti orgulho, e muita emoção.

Pergunta-se : por que não florir a cidade novamente? Aí,  vem sempre aquela velha história de que a falta de educação do povo que arranca as mudas — concordo, mas sempre existiu em grande parte do mundo,que a manutenção é cara e precária, e tantas outras desculpas — que sinceramente não sei se concordo. Até  porque, se só pensarmos assim, acabaremos vivendo numa “selva de pedra”, com concretos e asfaltos para todos os lados, e o ar — ah! o nosso bendito ar, cada vez mais seco e árido, com os possíveis vândalos a destruir tudo, e nós, população honesta cumpridora dos seus deveres, assistindo a esse espetáculo lastimável. Tudo tem solução, é uma questão de se saber gerenciar.

Uma vez mais repito, não tenho interesse nem político nem administrativo a nada, mas tenho, como friburguense, o direito de cobrar das autoridades competentes um melhor “olhar”, com mais sentimento para a nossa agora e sempre “cidade real”.

Estamos entrando na primavera, a estação das flores. Será que nem assim Friburgo será homenageada em suas ruas e praças com aquilo que ela tem em abundância, até para exportar?

Nosso povo está precisando de um “banho” de beleza, de cultura, de ânimo, e com certeza, isso a “mãe natureza” nos dá através das flores.

Quem sabe algo acontece?

Vera Regina Veiga da Gama e Silva

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