Quando a esperança é a única que morre...
Não ganhamos na Mega Sena da virada. Se tivéssemos ganhado, vocês nunca mais iriam ler Os Focas. Se tem uma coisa que a gente não suporta é hipocrisia! Esse papinho de que se ganhasse continuaria trabalhando não rola com a gente. A verdade é que iríamos viajar pelas praias do Nordeste, comer lagosta a um R$ 1 e tomar uns bons drink (João, não é pra corrigir, ok?!). Vida chata! Mas, a esperança é a única que morre, digo, é a última que morre, então a gente vai continuar jogando durante o ano. Vai que chega a nossa vez, né?!
Trinta anos de lembranças: Flamengo campeão do mundo
Leonardo Lima
Tóquio, 13 de dezembro de 1981. O Clube de Regatas do Flamengo conquistava a maior glória que um clube pode almejar: o mundial interclubes. Com um time repleto de craques e um futebol que encantou o mundo, o rubro-negro trouxe para o Brasil o título mais importante conquistado por um clube do Rio de Janeiro. Com dois gols de Nunes—o “artilheiro das decisões”—e um de Adílio, o Flamengo fez 3×0 sobre o temido Liverpool, da Inglaterra. A goleada foi comanda pelo craque Zico, que participou diretamente dos três gols e foi eleito o melhor jogador da partida.
O jogo era cercado de expectativa. Os dois times vinham de arrancadas consideráveis no fim dos anos 70, além de um inicio de década de 80 com títulos nacionais e continental. O rubro-negro estava motivado e concentrado para conquistar o mundo. Os reds desdenhavam e, com uma soberba incrível, estavam confiantes de que levariam a taça com facilidade. Diante de um público de 62 mil pessoas os ingleses tiveram uma verdadeira aula de futebol e sucumbiram já no primeiro tempo.
Recentemente, o Flamengo comemorou 30 anos dessa tão importante conquista. Trinta anos de um time que entrou para a história do futebol, que jogava por amor à camisa, lutava a cada lance com um futebol apaixonante, de toque de bola envolvente e decisivo. Pode comemorar flamenguista, orgulhe-se de ter tido um dos melhores times de todos os tempos. E afinal, quem é melhor: o Flamengo de Zico ou o Barcelona de Messi? Fico com a primeira opção. Confira a ficha técnica do jogo:
FLAMENGO 3×0 LIVERPOOL
Mundial Interclubes de 1981
Local: Estádio Nacional, Tóquio (Japão)
Data: 13 de Dezembro de 1981
Árbitro: Rúbio Vazques (México)
Gols: Nunes 13’, Adílio 34’ e Nunes 41’ do 1° tempo
FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Adílio, Andrade e Zico; Tita, Lico e Nunes. Técnico: Paulo César Carpeggiani
LIVERPOOL: Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Técnico: Paisley.
Fonte: http://blogolsports.wordpress.com/
FRASE DA SEMANA
“Chocolate doesn’t ask questions. Chocolate understands.”
Autor anônimo
LEMBRA DISSO?
Amine Silvares
Sempre existiram muitas séries infantis na TV, mas a maior parte delas era algum enlatado americano mal dublado. O programa brasileiro “Caça Talentos” foi sucesso na TV Globo, no fim da década de 90. A série era protagonizada pela atriz e apresentadora Angélica e foi criada pelo Boninho. Na época em que foi originalmente exibido, “Caça Talentos” foi ao ar após Angel Mix, mas acabou entrando no programa. Atualmente, o canal Viva tem reprisado os episódios durante sua programação.
A série contava a história de Bela, interpretada por Angélica, uma órfã que foi adotada por duas fadas, Margarida e Violeta, que levaram-na para o Mundo Mágico. Lá, viviam seres mágicos e ela acabou sendo criada como uma fada. O Mundo Mágico, no entanto, estava sob o domínio de um feiticeiro malvado chamado Zack, que após ser derrotado pela jovem fada, passa para o estado espiritual e continua a ameaçar a segurança dos seres mágicos.
Depois de descobrir que não é uma fada de nascença, Bela é mandada para o mundo real pelas suas fadas madrinhas, para que a jovem possa escolher a vida que quer levar. Ela vai parar numa emissora de TV, a “Caça Talentos”, que fica no limite entre os mundos e acaba conhecendo Arthur, o dono da empresa. Eles se apaixonam, mas Bela não pode beijar seu amado, pois reza a lenda que, caso eles se beijem, todos os poderes da fadinha serão perdidos para sempre.
As constantes prolongações da trama acabaram fazendo com que a audiência sofresse grandes quedas. Ao todo, foram filmados 500 capítulos que foram ao ar entre setembro de 1996 e novembro de 1998. Angélica não queria fazer carreira como atriz, como desejava a Rede Globo, mas sim como apresentadora.
Uma curiosidade: o bordão “Mas que Merlin!”, dito pelas fadinhas em momentos de tensão, teria sido dito de improviso pela atriz Marilu Bueno, que interpretava Margarida, uma das fadas madrinhas de Bela. A frase teria deixado o estúdio inteiro chocado, pois era um programa infantil, mas a fala acabou passando pela sala de edição.
LI, VI E OUVI
Priscilla Franco
Li: O livro “As Esganadas”, de Jô Soares, sobre um cruel assassino de gordinhas. Prato cheio (com trocadilho) para quem gosta do humor ácido e politicamente incorreto do Jô. A história se passa no Rio de Janeiro, em 1938, traz personagens ótimos e cita figuras históricas. A narrativa, muito criativa, fez valer a leitura.
Vi: Uma foto que não posso atestar a veracidade: no Facebook, um dia após o sorteio da Mega Sena da Virada, circulava a imagem de um dos bilhetes premiados. Nela, era possível ver quatro apostas, uma delas recheada com mais de R$ 34 milhões. Quase imprimi, só para ter uma ideia de como seria segurar um papelzinho tão valioso quanto aquele. A propósito, não acertei nenhum dos números nas apostas que fiz. Triste.
Ouvi: Exaustivamente a música “Então é Natal”, da Simone, durante as festas. A falta de uma musiquinha mais atual no repertório natalino me fez lembrar a excelente iniciativa do presidente do Sindicato dos Comerciários de Teresina (PI), Gilberto Paixão: já prevendo a chateação, em outubro ele pediu na Justiça que a música fosse proibida de tocar nas lojas da cidade. Desde já fica a dica para dezembro de 2012.
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