Lembro-me de uma paciente idosa, muito calma, que falava baixinho e era delicada. Era uma pessoa adorável. Sempre tinha uma palavra de otimismo, estava sempre alegre e disposta a dar uma palavra de conforto para os que a procurassem em desespero.
Sempre que lhe perguntavam como conseguia manter a calma se tinha tantos problemas, ela dizia: “Uso os meios que posso para resolver os meus problemas e, quando são insolúveis, deixo-os de lado”.
Mandou fazer cópias de um quadro que sempre tinha à sua frente: “Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar como são as coisas que não podemos modificar. Coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria bastante para distinguir umas das outras”.
Às vezes, as pessoas ficam martelando a vida inteira em coisas insolúveis e não têm tempo para resolver o que está em suas mãos solucionar.
Se as pessoas adquirissem a sabedoria de saber o que pode ser resolvido, teriam muito mais tempo para ouvir, para ajudar, para compreender as pessoas que a procuram, porque julgam que ela tem a fórmula para solucionar todos os problemas.
Seria bom se ela pudesse dizer a si mesma: “O mundo é melhor porque eu vivo”!
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