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Ruas de Nova Friburgo
Quero parabenizar a editoria desse jornal pelo reinício da publicação "Ruas de Nova Friburgo”.
Para nós, friburguenses natos e amantes dessa cidade, é uma grata viagem ao passado, lembrando de nomes tão familiares como os das últimas edições, como Waldyr Costa e Silvio Braune, que considerávamos como tios, além de outros amigos da família, e também personalidades outras que deram a sua importante contribuição à nossa Friburgo.
Ressaltando que, para a população em geral, é uma importante fonte de informação sobre os que foram agraciados com os seus nomes em ruas da cidade.
A nossa Friburgo tem uma lindas histórias para contar.
Vera Regina Veiga da Gama e Silva, filhos e netos
Lei Maria da Penha
Lembro da luta travada pela sociedade friburguense para a obtenção da delegacia de proteção a mulher, com grande participação da OAB local e possibilidade de instalação de um presídio na cidade. Naquela época o Jornal A Voz da Serra era mais democrático e trazia diversos advogados com opiniões do tema, sem este objetivo único de aparecer nos jornais. As lutas e materiais eram mais profundas e detalhavam o que as vítimas deviam fazer em caso de violência e citavam as várias formas de violência moral. Os fatos curiosos por certo são interessantes, mas apenas expõem as vítimas. Sugiro a realização de uma matéria séria, saindo de mesmice, delegada e representantes feministas. Abordagem dada no sentido de que a Lei Maria da Penha protege apenas as mulheres está equivocada e tendenciosa, bastando observar a jurisprudência do tema e as decisões dos tribunais. A Lei Maria da Penha é a mais importante lei de proteção a mulher. No entanto, seus instrumentos de defesa significam evolução na proteção à família, sendo usada por analogia para defender homens vítimas de violência doméstica, que se mostra ainda com índices alarmantes. Por certo, a proteção não estará disponível na delegacia da mulher, da mesma forma que não é na delegacia do turista que moradores locais buscam proteção para roubos. O fato de a Deam não tratar o tema não quer dizer que os homens não têm direito à proteção. Da mesma forma, o fato da delegacia do turista não tratar crimes cujas vítimas não sejam turistas não quer dizer que os crimes não serão tratados por outras delegacias. Todas as pessoas têm direito à proteção contra violência.
Mônica Soares Torrentino

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