UM TERÇO do valor gasto pelo Brasil na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo. A previsão de 198 milhões de dólares é a estimada por estudos da revista Science para o Brasil conservar o que resta de sua Mata Atlântica, ou 0,01% do PIB do país, anualmente. Muito pouco para preservar um bem de valor incalculável em trabalhos de reflorestamento e serviços florestais.
NOVA FRIBURGO, que possui uma expressiva área de Mata Atlântica, gastaria muito pouco e sobraria qualidade de vida para toda a sua população por muitos e muitos anos. O estudo sugere que devemos levar a sério a questão da preservação ambiental se quisermos ingressar pra valer no século 21.
A QUESTÃO ambiental no Brasil vive no foco das atenções de políticos, empresários e da população pela diversidade dos nossos problemas que não são comuns de norte a sul do país. Cada região possui sua própria carência de gestão ambiental, mas em comum, todas têm a mesma preocupação com a nossa privilegiada diversidade, que hoje corre perigo de norte a sul.
TAMANHO patrimônio natural não deve sobreviver sem a devida atenção das autoridades, pois está em risco a vida de milhões de pessoas, que até agora somente assistiram à degradação e espera a tão sonhada solução. Neste contexto situa-se a Mata Atlântica, da qual Nova Friburgo detém uma parcela substancial em seu território.
A PROMOÇÃO do meio ambiente, portanto, deve ser assunto permanente de debates para se discutir e, se possível, começar a fazer o que todos aguardam — medidas de prevenção, proteção e conservação. O que não devemos fazer nós já sabemos. A discussão engloba desde os nossos mananciais de água às florestas, a poluição, a coleta seletiva do lixo, o tratamento de esgoto, como também a educação ambiental e uma nova postura da sociedade frente ao meio ambiente.
A TRAGÉDIA climática de 2011 foi um duro recado para que a população pudesse refletir sobre o meio ambiente e buscar medidas que podem ser feitas a nível individual. As riquezas produzidas nos últimos 50 anos quintuplicaram, os automóveis somam mais de 600 milhões em todo o mundo, e tamanho consumo não permitiu à natureza a renovação das fontes de matérias-primas. É preciso racionalizar enquanto é tempo.
COMO HÁ muito a fazer, é preciso que a população esteja consciente em termos de educação ambiental. Não jogar lixo nas ruas, por exemplo, pode parecer atitude despretensiosa e isolada, porém, se multiplicada por quase todos os habitantes da cidade fornece excelentes resultados para minimizar o impacto das inundações. É necessário que cada um faça a sua parte para tornar Nova Friburgo uma cidade ambientalmente agradável e com mais qualidade de vida. A natureza saberá agradecer. E o seu povo também.

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