Até setembro. Esta é a previsão para conclusão das demoradas obras da Praça Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na Via Expressa. A expectativa é do secretário municipal de Cultura, David Massena. O atraso das obras é creditado por ele à mudança de gestão do Ministério da Cultura (passando de Ana Buarque de Holanda para Marta Suplicy), visto que se trata de um projeto compartilhado, envolvendo os Ministérios do Desenvolvimento Social, Trabalho e Emprego, de Esportes e de Cultura. Atualmente, a gestão do projeto se encontra na Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura.
Com a recente arrancada dos trabalhos, 70% das obras estão concluídas. O complexo integra um programa nacional que contempla outras 380 unidades, das quais 28 já foram inauguradas e estão funcionando.
GESTÃO COMPARTILHADA - Para o secretário municipal de Cultura, o desafio será grande para a administração desse equipamento cultural e esportivo. Sua operacionalização depende muito que a comunidade o abrace. "Afinal, o modelo é diferenciado, de gestão compartilhada, a comunidade tem que participar”, defende David. A mobilização comunitária será uma das etapas de todo o processo. O Ministério da Cultura está aportando um valor na conta da Prefeitura para que ela contrate uma empresa especializada para essa tarefa, devendo mapear as entidades do entorno da Praça CEU e mobilizar a comunidade através de suas organizações com oficinas de sensibilização, conhecimentos, cidadania e políticas públicas de cultura para que o conselho gestor seja eleito por todas as instituições organizadas e legitimadas. Caberá ao conselho trabalhar em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura na gestão do complexo. O secretário salienta que o cidadão, individualmente, também poderá participar do conselho gestor, desde que não interfira na gestão com projeto pessoal. "A Praça CEU é o maior exemplo de pensamento coletivo, com projetos que beneficiam a comunidade”, frisa.
O COMPLEXO - Embora não pareça para quem passa pela Via Expressa, a Praça CEU não será apenas um polo esportivo. Ela terá teatro com 60 lugares, galeria de artes, sala de inclusão digital (que poderá ser de cinema e animação); ginásio de esportes e sala de leitura, entre outras salas, como do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) e do Ponto de Cultura, ambos de Olaria, além de academia de ginástica, pista de corrida e jardim.
Os materiais e bens móveis já estão sendo adquiridos através de processo específico, com participação do Ministério da Cultura, tudo de forma semelhante aos demais complexos país afora. Apesar de estar situada em Olaria, o conselho gestor da Praça CEU poderá autorizar a sua utilização por outras comunidades, como troca de experiências e cultura.

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