Henrique Amorim
A Operação Lei Seca, que visa coibir a perigosa combinação
bebida alcoólica e direção, já somou cinco anos com blitzes em todo o estado.
Em Nova Friburgo, assim como em demais municípios fluminenses, a fiscalização é
mais intensa nos fins de semana e a incidência de flagrantes ainda preocupa as
autoridades. Só nas últimas edições da operação em março nas avenidas Euterpe
Friburguense, Conselheiro Julius Arp e Governador Roberto Silveira, pelo menos
cinco motocicletas e 20 veículos foram apreendidos devido ao fato de seus
condutores serem flagrados dirigindo sob efeito do álcool.
O secretário municipal de Ordem e Mobilidade Urbana de Nova
Friburgo, coronel Hudson de Aguiar Miranda, que coordena as blitzes da Lei Seca
em parceria com a PM, reforça que a tolerância nas operações é zero. Quando o
motorista é abordado, qualquer resultado do teste do bafômetro superior a zero
é o bastante para caracterizar a infração. O teste é realizado a partir do
sopro em um aparelho denominado etilômetro, que mede a quantidade de álcool em
miligramas por litro de ar expelido dos pulmões do motorista abordado.
A lei sustenta que o resultado do bafômetro maior que 0,29
miligramas de álcool é uma infração gravíssima, resultando na perda de sete
pontos na carteira nacional de habilitação do condutor, multa de R$ 1.915,40 e
suspensão do direito de dirigir por um ano. No caso de reincidência, a multa
tem valor dobrado. Resultados acima de 0,30 mg por litro de álcool expelido
rendem também pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa e
suspensão do direito de dirigir.
O gerente operacional da Secretaria de Ordem e Mobilidade
Urbana, Carlos Alberto Bayer, observa que as blitzes da Operação Lei Seca em
Nova Friburgo têm se mantido com resultados estáveis nos últimos meses, com
médias semelhantes de veículos apreendidos e motoristas submetidos ao teste do
bafômetro. No entanto, as autoridades destacam que muitos motoristas ainda
insistem em desrespeitar a lei, dirigindo após consumirem bebidas alcoólicas em
bares, festas e baladas, principalmente nas noites de sextas-feiras, sábados e
vésperas de feriados.
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As blitzes da Operação Lei Seca geralmente são realizadas em pontos estratégicos. Um deles é a Avenida Euterpe Friburguense
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Nas investidas da Operação Lei Seca, documentações dos veículos e dos condutores também são checadas
População aprova as fiscalizações
O combate à combinação bebida alcoólica e direção detém,
segundo o governo do estado, 97% de aprovação popular. As autoridades comemoram
o êxito da Operação Lei Seca nos últimos cinco anos, que já soma mais de 1,4
bilhões de motoristas abordados em diversos estados brasileiros. A iniciativa,
segundo estimativas do governo do estado do Rio de Janeiro, é capaz de reduzir
as mortes no trânsito em até 32% e diminuir cerca de 13% dos atendimentos
hospitalares a vítimas de acidentes ocasionados por embriaguez ao volante. Só
em 1998, ano em que a Lei Seca começou a valer, ocorreram no país 2,5 mil
mortes no trânsito e aproximadamente 30 mil acidentes.
Alguns motoristas flagrados na Operação Lei Seca dirigindo
após consumirem bebidas alcoólicas, entretanto, têm os veículos apreendidos e
são conduzidos à delegacia de polícia, mas acabam sendo liberados da prisão com
o pagamento de fianças. As autoridades de trânsito reforçam que nunca é demais
lembrar que, ao sair para se divertir em grupo, um integrante deve ser "eleito”
como o motorista da vez e, então, não consumir bebida alcoólica, estando assim
apto para conduzir os demais membros do grupo para casa em segurança. Outra
dica é deixar o carro em casa e voltar da diversão de táxi.
Últimos resultados da Operação Lei Seca


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