Policiais da Agência de Inteligência (P2) do 11º BPM, com apoio das equipes de supervisão e do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do distrito de Mury, apreenderam no último fim de semana, em uma mata na localidade de Stucky, um revólver 38 com quatro balas intactas e uma espingarda 28 com uma munição e outras seis envoltas numa sacola plástica. O armamento, segundo uma mulher ouvida pelos agentes nas proximidades, foi usado na noite do último dia 13 na tentativa de assassinato de um jovem de 22 anos, encontrado ferido por populares na Praça de Sant’Anna, no Cônego. A vítima foi socorrida e levada para o Hospital Municipal Raul Sertã. Ainda segundo a mulher abordada pelos agentes da P2, o atentado fora cometido por um familiar dela, de 30 anos, que chegou a ser localizado na investida policial em Stucky, mas escapou embrenhando-se numa mata junto com um outro homem de 28 anos.
A mulher revelou também aos policiais da P2 que a tentativa de assassinato ocorreu por motivo de vingança. Segundo ela, o jovem baleado teria assassinado no último dia 19 de outubro, em uma trilha do bairro Cascatinha, Alex Júnior de Oliveira, o Orelhinha, 20 anos, primo do acusado, que continua sendo procurado pela polícia. Após encontrar as armas no mato, os agentes da P2 permaneceram em tocaia no local e surpreenderam o acusado do atentado, que conseguiu escapar novamente. Seu amigo, de 28 anos, foi detido e apresentado ao delegado de plantão na 151ª DP, que o ouviu em depoimento. Na delegacia foi descoberto que contra o acusado da tentativa de homicídio já constam três mandados de prisão.
Morte de labrador vira caso de polícia
Um jovem de 21 anos foi indiciado pelo delegado de plantão no último fim de semana na 151ª DP por ter atirado com uma espingarda de chumbinho em um cão labrador de sua vizinha, na Estrada Vereador Eugênio Guilherme Spitz, em Stucky, distrito de Mury. A violência ocorreu na tarde do último domingo, 17.
O animal, ferido no pescoço, foi socorrido pela dona, uma mulher de 53 anos, que o levou a uma clínica veterinária. O cão não resistiu e morreu na madrugada da última segunda-feira, 18, motivando a denúncia à polícia.
O atirador terá que responder ao processo em liberdade por crueldade contra animais (artigo 64 do Código Penal) e, se condenado, poderá cumprir pena de três meses a um ano de prisão.

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