Nova licitação promete aumentar a oferta de medicamentos em duas semanas

quarta-feira, 17 de abril de 2013
por Jornal A Voz da Serra
Nova licitação promete aumentar a oferta de medicamentos em duas semanas
Nova licitação promete aumentar a oferta de medicamentos em duas semanas

Márcio Madeira da Cunha
Uma licitação realizada ontem, 17, pela Secretaria Municipal de Saúde, nos moldes determinados pelo Ministério da Saúde, promete reduzir a escassez de medicamentos nos pontos de distribuição gratuita em Nova Friburgo. Um problema que já se estende por vários meses e que começa a gerar situações de conflito entre pacientes e atendentes.
“Um policial militar ameaçou me prender”, afirmou um paciente que preferiu não ser identificado. “Minha esposa sofre de bronquite e há mais de três meses não recebe os medicamentos necessários. Quando eu fui lá reclamar, ameaçaram me prender. Eu não sou bandido, eu só quero os meus direitos”, continuou.
Atendentes da farmácia do Hospital Raul Sertã, no entanto, afirmam que também têm sido tratadas com truculência por parte de alguns pacientes mais exaltados. “Só falta a gente apanhar de alguns deles”, afirmou uma funcionária que pediu para ter a identidade preservada. “Nós entendemos que os pacientes têm urgência, mas não podemos fazer nada para resolver os seus problemas. Aqui nós apenas fazemos a distribuição daquilo que recebemos. O problema não está aqui, e sim com os distribuidores”.
Patrícia Pereira Rodrigues, diretora financeira da Fundação Municipal de Saúde, confirma a situação. “Nós estamos tendo problemas com três distribuidores diferentes. Eu posso assegurar que não se trata de falta de recursos, mas sim de problemas na distribuição. Por isso mesmo ontem foi realizada uma nova licitação nos moldes do Ministério da Saúde, com o intuito de cobrir esses buracos e normalizar o serviço. Nós estamos trabalhando aqui. Essa é a primeira licitação de muitas que iremos fazer. E todas são abertas à população, na sala de licitações da Prefeitura”, afirmou.
“É preciso compreender que as farmácias de distribuição gratuita não funcionam como os estabelecimentos convencionais”, explica a Dra. Juliana Erthal Spínola Oliveira, coordenadora de assistência farmacêutica. “Aqui nós não podemos ter estoques, exceto no que se refere a medicamentos de uso contínuo, para clientes cadastrados e com receita atualizada. Por isso existe uma demora burocrática, desde o cadastramento até o recebimento do remédio”, ressaltou.
Patrícia registrou ainda a impossibilidade de fornecer medicamentos a pacientes que não estejam com suas receitas atualizadas. “Nós temos muitos pacientes que até hoje utilizam receitas de dois, três anos atrás. E nós simplesmente não podemos fornecer um medicamento que era necessário naquela época, mas que hoje corre o risco de causar malefícios à saúde do paciente. Por isso é fundamental que todos os cadastrados mantenham suas receitas sempre em dia”, pontuou.

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