Carros na calçada geram reclamações de moradores na Ponte da Saudade

segunda-feira, 11 de março de 2013
por Jornal A Voz da Serra
Carros na calçada geram reclamações de moradores na Ponte da Saudade
Carros na calçada geram reclamações de moradores na Ponte da Saudade

Durante o dia, uma loja de venda de automóveis como outra qualquer, na Rua Álvares de Azevedo, na Ponte da Saudade. De noite, porém, carros ficam na calçada cercados por uma corrente. Em consequência os pedestres ficam obrigados a transitar próximo à pista, onde os veículos trafegam em alta velocidade. As reclamações da vizinhança e pessoas que circulam pelo local têm chegado à redação deste jornal com pedidos de providências às autoridades.
Ouvido pela reportagem, o proprietário da loja, Rafael Azeredo, disse não ver problemas nem entender as reclamações, pois sobra cerca de 1,70m no acostamento para passagem dos pedestres, o que, em sua opinião, é suficiente para que passem tranquilamente. O comerciante cita, inclusive, que o espaço em frente à sua loja é o mesmo de vários outros trechos ali.
Rafael frisa que passou a usar a corrente há cerca de dois meses para proteger os carros que vende, dificultando possíveis roubos (inclusive instalou câmeras de vídeo) e para que a clientela do bar vizinho não faça dos carros apoio para garrafas e copos de bebidas. No interior da loja ele guarda quatro automóveis e nem sempre há carros estacionados do lado de fora, em frente à loja, pois depende da quantidade que ele disponha para venda. Mas o comerciante frisa que mesmo que ele não usasse a corrente, a calçada não estaria livre para os pedestres, pois outros pontos comerciais próximos também tomam a calçada, como o bar vizinho, com mesas e cadeiras, além do karaokê até de madrugada, motivo de reclamação de um inquilino seu, residente num sobrado bem em cima do bar, disposto, inclusive, a se mudar por causa do barulho.
O comerciante cita que tem essa loja há quatro anos e comercializa carros no local há dois anos, a atividade é legalizada tanto na Prefeitura quanto na Junta Comercial, paga seus impostos em dia e só quer trabalhar honestamente. Rafael diz que motivos para reclamações no entorno não faltam, como, por exemplo, construções ao lado de sua loja, que podem desabar no leito do Rio Santo Antônio. Ele até já denunciou o caso à Defesa Civil, mas nenhuma providência foi tomada.
O Departamento de Posturas da Prefeitura disse não ter ainda conhecimento do fato e ficou de averiguar a situação. Já a assessoria de imprensa da concessionária Rota 116, que administra a rodovia, até o fechamento desta edição não havia se pronunciado sobre o assunto.

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