Leonardo Lima
Localizado a cerca de 25 minutos de carro do Centro, o Loteamento Serra Nevada está cercado por abundante natureza. A tranquilidade impera no local, que atrai, além de moradores, veranista de diversas regiões. Entretanto, o acesso ao loteamento vem causando dor de cabeça na comunidade. “Moro com minha família aqui há quase dez anos e sempre foi a mesma coisa. As ruas são de estrada de chão e vivem esburacadas. Diversos veículos já quebraram. Já perdi até a conta de quantas peças já troquei do meu carro. Muitos fornecedores deixam de fazer entregas quando sabem que o endereço é daqui. Quando chove então fica muito difícil sair de casa”, afirma o empresário Ângelo Sanches.
De fato, a Estrada Sobradinho—uma das principais vias de acesso à Serra Nevada—se encontra inviável, tendo em vista as inúmeras crateras ao longo da pista. Na Estrada Ceres até mesmo um caminhão tombou no último mês. “Em janeiro caíram duas barreiras que deixaram os moradores ilhados. Há um tempo um senhor enfartou e não deu tempo de levá-lo ao hospital. Ele morreu no meio do caminho. Se quem estava o socorrendo corresse, quebraria o carro e não conseguiria levá-lo do mesmo jeito. É uma situação muito difícil. Eu já até perdi as esperanças de que isso mude”, revela Ângelo.
Segundo ele, nem o fato de não existir comércio, escolas e transporte público no local é tão ruim quanto à dificuldade de acesso. “Como aqui é perto de Mury não temos problemas quanto a isso. Quem vem para cá pega a linha de ônibus de Theodoro de Oliveira. O que acontece é que, infelizmente, muitos veranistas estão vendendo suas residências devido ao péssimo estado das estradas que cortam nosso loteamento. Isso está desvalorizando o local”, lamenta o empresário, que revela ter ido morar em Serra Nevada em busca de maior qualidade de vida.
A escuridão das estradas, outra questão apontada pelos moradores, parece ter sido solucionada. A Energisa, através da empresa Eletro Breder, trocou a rede de fiação dos postes recentemente. “Serviços como o de correios e coleta de lixo são exemplares. “Nós não queremos nem que asfaltem as vias. Queremos apenas que coloquem paralelepípedos ou um concretado com valas nas laterais”, informa Ângelo.

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