A ÁREA rural friburguense, fortemente atingida pela chuva de janeiro de 2011, está conseguindo se recuperar e pode se dizer que foi a mais beneficiada, proporcionalmente, na ajuda recebida pelo município para a sua reconstrução. Pontes, aquisição de equipamentos, assistência técnica, empréstimos rápidos, apoio municipal, estadual, nacional e internacional. Tudo—ou quase tudo—chegou ao campo.
O SETOR, dentro das perspectivas de crescimento de Nova Friburgo, tem peso considerável e, mais ainda, possibilidades concretas de desenvolvimento. Apresentamos bons níveis de produção, como na olericultura e na floricultura, além da fruticultura. Para isso, toda a rede produtiva precisa receber incentivos municipais, estaduais e federais.
O TRABALHO realizado pela Secretaria municipal de Agricultura tem sido de fundamental apoio ao agricultor, através de políticas de aumento da produtividade. Porém, não é suficiente para fazer crescer este setor da economia, que precisa, além das verbas, de assistência técnica e fomento à pesquisa também da iniciativa privada, além de infraestrutura de serviços públicos.
O PROGRESSO da área rural esbarra, contudo, em dificuldades estruturais, como a deficiência de telefonia móvel e da internet. Até agora as autoridades não conseguiram reverter tal carência, que vem impedindo o acesso à informação e ao agronegócio de centenas de produtores rurais e seus familiares.
CERCA DE 85% do total de propriedades rurais do pais pertence a grupos familiares. São milhões de pessoas que têm na atividade agrícola praticamente sua única alternativa de vida, em mais de 5 milhões de estabelecimentos familiares, ou 70% da população ocupada na agricultura. Nova Friburgo também possui as mesmas características e as mesmas necessidades.
PARA fortalecer a agricultura familiar é necessário pensar num projeto de crescimento sustentável que leve em conta o seu enorme potencial econômico, e também a sua dimensão sociocultural e ambiental. A área rural friburguense oferece todas as condições para um pleno desenvolvimento e só precisa receber dos governos a atenção que merece.

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