Editorial - Sem hora para cair - 3 de janeiro de 2012

terça-feira, 03 de janeiro de 2012
por Jornal A Voz da Serra

O BRASIL detém hoje o terceiro mais poderoso supercomputador dedicado à previsão numérica operacional e de clima sazonal, tornando-se mesmo capaz de gerar cenários futuros sobre o aquecimento global para a ONU. Tamanha tecnologia vem sendo colocada em prática, sendo os seus dados bastante utilizados por instituições e cidadãos. As tragédias climáticas hoje, infelizmente, fazem parte do cotidiano e a meteorologia é uma forte aliada da população.

AS PREVISÕES, contudo, criaram, no caso friburguense especificamente, uma preocupação a mais e nesta época do ano o serviço funciona como alerta. Frequentemente o Inea é consultado; o Climatempo; o Alerta Rio também, assim como a câmera de vídeo da Gigalink instalada na Avenida Galdino do Valle Filho. São estes instrumentais que o friburguense, hoje, tem à sua disposição para se informar, sem falar, claro, na Defesa Civil do município. E ainda as redes sociais que prestam um grande serviço.

POR MAIS que os governos afirmem estar com a situação sob controle e que os investimentos estão disponíveis, pouquíssimas cidades brasileiras se preocuparam devidamente com os estragos que podem advir com as construções irregulares, inclusive em Nova Friburgo. Levantamento feito pela Defesa Civil antes da tragédia de janeiro passado apontava para dezenas ou centenas de áreas consideradas perigosas e que exigiam uma atuação firme das autoridades.

A OCORRÊNCIA de chuvas no verão fluminense leva a secretaria de Defesa Civil, tradicionalmente, a montar planos para oferecer cobertura à população que esteja em áreas de risco ou venha a sofrer consequências de desabamentos por conta do período chuvoso. A operação não é novidade para os friburguenses, e durante o ano passado muitas providências foram tomadas para prevenir situações de risco posto que o órgão desde a chuva de janeiro vem prestando um eficiente serviço à comunidade.

NA CIDADE, a população se encontra debatendo este assunto frequentemente tendo em vista a preocupação que se abate a cada temporal, como foi no último fim de semana. O monitoramento das ocorrências vai beneficiar enormemente as ações da Defesa Civil, oferecendo um serviço de grande valia para a comunidade. A hora é de prevenir para não contabilizar mais prejuízos no futuro. Mas o governo municipal precisará de muito tempo para resolver, por exemplo, a ocupação indiscriminada em encostas e em áreas de risco. A chuva não tem hora para cair e os seus efeitos são imprevisíveis. Hoje e sempre.

TAGS: