Flávia Namen
Os detalhes do projeto de comemoração dos cem anos da indústria de Nova Friburgo foram apresentados durante um café da manhã realizado na manhã da última sexta-feira, 25, na sede da Firjan. O evento, que reuniu empresários, parceiros e imprensa, marcou o lançamento da exposição sobre o centenário, que será aberta em dezembro no Cadima Shopping e ganhou um logotipo especial.
A mostra faz parte de uma série de ações a curto, médio e longo prazos que estão sendo planejadas para celebrar os cem anos da industrialização do município. Para isso, foi formado um comitê que trabalhou ao longo dos últimos três meses até chegar ao projeto final que prevê o lançamento de um livro e a criação do museu da indústria. Historiadores, industriários e integram o comitê, coordenado pelo empresário Antônio Carlos Celles Cordeiro.
A importância do projeto para valorizar o pioneirismo de nomes como Julius Arp e resgatar os fatos que marcaram a instalação das grandes fábricas têxteis na cidade foi citada pelo coordenador do comitê. “Não é uma iniciativa voltada apenas para o setor patronal, mas visa unir os industriários e suas famílias. Queremos resgatar essa história para que possamos projetar os próximos cem anos”, disse Antônio Carlos, que definiu Julius Arp como o grande patrono da indústria friburguense.
O pontapé inicial do projeto será dado com a exposição sobre o centenário da indústria. A mostra ficará em cartaz a partir do dia 16 de dezembro, numa loja no 2º piso do Cadima Shopping, e reunirá dados históricos, exposição de jornal, painel de fotos e reprodução da Usina Hans, entre outros itens. “Optamos pelo shopping para atrair o maior número de visitantes e não dar um cunho elitista à mostra”, disse Valéria Latanzzi, da Fábrica de Ideias, agência responsável pela criação do projeto.
A iniciativa tem curadoria dos professores de história João Raimundo de Araújo e Ricardo Costa. “Esse projeto da Firjan é de fundamental importância para a cidadania do friburguense. Além de resgatar a memória, permite avaliar os acertos e erros cometidos no passado”, afirma João Raimundo.

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