Editorial - Tempo de mutirões - 25 de novembro 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

MAIS UM mutirão de limpeza está sendo realizado pela Prefeitura nos bairros do Córrego Dantas e Duas Pedras, alguns dos mais atingidos pela tragédia de janeiro. A disposição do governo, juntamente com a EBMA e a concessionária Águas de Nova Friburgo, é trabalhar rápido na retirada de entulhos e barreiras. Segundo o prefeito interino Sérgio Xavier, a cidade entrará num período de realizações e ele conta com a união de políticos e da sociedade para completar a tarefa.

É MAIS que conhecida a ação danosa das chuvas de fim de ano no município. Além dos riscos naturais, as enchentes deixam marcas profundas na economia da cidade, afetando o turismo e o comércio, com prejuízos evidentes. Portanto, a preventiva ação quer também resguardar, de forma simbólica, toda a estrutura existente para receber os visitantes, reforçando os valores comunitários e a preservação ambiental.

O TERMO mutirão é bem brasileiro. Designava inicialmente a ajuda mútua na construção civil e no trabalho de campo, gratuitamente, mas hoje ganhou ares de salvação para muitas outras atividades. Mutirão designa também a ação coletiva para fazer qualquer coisa em nome do bem comum. Uma igreja, uma escola, uma praça ou a limpeza de um rio são novos modos de inclusão comunitária que ganham força cada vez maior junto a diversos grupos sociais.

SE NÃO fossem tais movimentos, dificilmente o Estado poderia cumprir a sua obrigação na totalidade. São estes “mutirões” que movimentam uma grande rede de colaboradores e voluntários que se unem para prestar o auxílio pequeno, que muitas vezes foge ao interesse do governo e fica longe de qualquer verba pública. São eles que salvam a comunidade de seus desafios.

PARA O meio ambiente, a mobilização da sociedade e do governo tem a força de uma relação de amor com a natureza. Nova Friburgo, por sua excepcional vegetação de Mata Atlântica, precisa com urgência adotar medidas de proteção e conservação deste rico patrimônio. Hoje e sempre caberá às autoridades assumir a liderança deste projeto preservacionista, contando com a mobilização da sociedade para construir esta mudança.

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