Editorial - Cidadania em xeque - 25 de outubro 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

MUITO SE fala sobre as candidaturas majoritárias—ou seja, para prefeito municipal—, no momento em torno de 5 pré-candidaturas, deixando à margem dos comentários as centenas de nomes que disputarão as 21 vagas da Câmara Municipal em 2012. Na verdade, são eles que darão a sustentação política para qualquer governo. Como dizem os mais incrédulos, “vereador não vive sem o prefeito”.

A MÁXIMA política é verdadeira até certo ponto. O trabalho parlamentar, longe de ser “vaquinha de presépio” para os governantes, possui um escopo que quase todos não cumprem, porém, é a essência de sua existência: legislar e fiscalizar os atos do Executivo. Estas duas coisas, entretanto, quase não aparecem no plenário.

A MENOS de um ano do pleito municipal, muitos ainda não sabem em quem votarão. No emaranhado de nomes, siglas e propostas, o eleitor friburguense permanece indefinido, aguardando o melhor momento de explicitar o seu voto. Enquanto isto não chega, permanece a campanha informal para o Legislativo.

É COMUM ouvirmos os “experientes” vaticinarem números para a renovação do parlamento, acreditando que poucos efetivamente conseguirão superar a performance dos atuais parlamentares que provavelmente se candidatarão à reeleição. Para outros, a renovação não passará da metade do atual quadro. Certezas e dúvidas, entretanto, ainda persistem e não se sabe, efetivamente, quem entrará e quem sairá da Câmara.

MAIS QUE eleger nomes da preferência, é preciso que o eleitor tenha em mente a responsabilidade do mandato parlamentar e o que eles podem fazer para a reconstrução de Nova Friburgo. Não se trata apenas de eleger simpatizantes e, sim, elementos comprometidos com a questão friburguense de forma abrangente e integrada.

A ELEIÇÃO municipal é um verdadeiro teste de força para se saber quem pode fazer o melhor pela cidade. Bem-intencionados, os candidatos prometem mundos e fundos, porém, esquecem de suas verdadeiras atribuições e aí reside o perigo. Não podemos mais perder quatro anos sem avançarmos nas questões primordiais do município. A Câmara Municipal é um colegiado que pode mudar o destino da cidade, para melhor. Se mal representada, retrocedemos no tempo e não temos mais condições de correr este risco.

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