(SECOM) O conceito da Economia Solidária vai aos poucos sendo absorvido por artesãos de Nova Friburgo. A Subsecretaria de Trabalho, que tem à frente Irani Medeiros, não só continua incentivando, mas acompanhando o Programa de Assessoria Técnica do Neates—Núcleo Estadual de Assistência Técnica a Empreendimentos Econômicos Solidários no Estado do Rio de Janeiro—para pessoas e/ou grupos que tenham interesse em conhecer esta nova maneira de fazer negócios, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver.
Das 13h às 16h da segunda-feira, 5, no Centro de Convivência da Feliz Idade (Clube de Xadrez), cerca de 30 pessoas estiveram reunidas com a instrutora do Neates, Manuela Amaral, para a segunda oficina, que acontece a cada 15 dias. Divididas em quatro grupos, foi sugerido discutir para depois compartilhar o FOFA, que significa: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.
Feita a lição, os grupos apontaram: a diversidade, o trabalho em equipe e a busca pela qualidade dos trabalhos como Força; elaboração de um selo para identificar as peças produzidas, Oportunidades; falta de pontos de vendas, Fraqueza; e a concorrência, Ameaça. Embora nem todas as pessoas já comercializem seus próprios trabalhos, a maioria deseja aprender como viabilizar.
O grupo recentemente denominado “Fadas do Artesanato” é composto por Susy Lemos, Carolina Pereira, Sylvia Oliveira, Ana Izabel Giron, Silvana Pinheiro e Vânia Paulo. As artesãs não hesitam em falar que desejam que seus trabalhos artesanais seja a fonte principal de renda. Ana, por exemplo, dedica-se à reciclagem de caixas de leite e trabalhos em feltro; Susy, trico, croche e fuxico; Carolina, crochê e decupagem; Sylvia, tricô; Silvana, fuxico e tear; e Vania, bordados e petcolagem. Mas enquanto falam sobre as suas principais atividades, elas trocam informações sobre o que gostariam de aprender para ampliar suas possibilidades de conhecimento e produção.
Embora a criatividade seja um artigo farto entre os artesãos, eles tiveram que parar um pouco e pensar no que vem a ser Termo de Parceria, Convênio e Licitação, descobrindo, assim, que a Economia Solidária levará à profissionalização e ao reconhecimento do seu trabalho artesanal, mas para tanto serão necessários Análise de Cenários e Planos de Ação, termos desconhecidos até a presente data, mas que a partir de então passará a fazer parte do vocabulário dos alunos.
A subsecretária de Trabalho Irany Medeiros está animada com o total apoio do prefeito Dermeval Neto para que a implantação deste novo programa no município possa render bons frutos. “Estamos em um momento onde precisamos pensar nas prioridades, e com foco na Economia Solidária é pensar a viabilidade de um espaço para comercialização desses trabalhos artesanais”, destaca Irany.
A professora de Educação Artística Aloísia Langer também está participando do Programa de Assessoria Técnica. Junto com mais cinco mulheres, denominaram o grupo como ‘DoceArte” e pensam em expandir suas ideias. Elas, que pensavam inicialmente em atuar com confecção de biquínis, já pensam em fabricar doces caseiros com qualidade. A ideia será discutida nos próximos encontros até que cheguem a um denominador comum. Independente dos biquínis e dos doces, Irany e Luci Figueira da Silva, que faz parte da equipe da Subsecretaria de Trabalho, exibiram com satisfação as blusas customizadas que ganharam de Aloísia, feitas por sua própria filha que aproveitou retalhos de lycra utilizada na confecção de biquínis.
Além de um grupo que já trabalha com artesanato no Centro de Convivência da Feliz Idade, Leandro Gouget, um dos gestores da Oficina de Geração de Renda do Caps—Centro de Assistência e Promoção Social—se interessou em participar da capacitação levando com ele o artesão Ivam, que faz trabalhos em madeira e MDF; Cláudia, que faz pinturas em quadros; e Laura, que confecciona e enfeita panos de prato, produções estas feitas durante oficinas terapêuticas. “Está sendo bom participar, porque estamos descobrindo que o que fazemos lá é chamado de Economia Solidária. Hoje, cerca de 20 pessoas assistidas no Caps produzem e repartem o que produzem”, explicou Leandro.
Segundo Irany Medeiros, o próximo encontro está marcado para 19 de setembro, às 13 horas, no Centro de Convivência da Feliz Idade (Clube de Xadrez). Enquanto isso, as Fadas do Artesanato pretendem continuar se encontrando para fortalecer e amadurecer a ideia de grupo produtivo economicamente solidário. Sobre o Programa de Assessoria Técnica, informações podem ser obtidas com Luci, Welligton ou Irany pelo telefone da Subsecretaria de Trabalho: (22) 2525-9205.

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