Leonardo Lima
Na tarde da última sexta-feira, 22, o pedreiro Claudenir de Souza Farias, 31, morreu após o deslizamento de um barranco que escavava no Loteamento Alto do Floresta. A obra já estava em andamento havia 15 dias e não tinha autorização da Prefeitura, nem engenheiro responsável, estando numa área condenada pela Defesa Civil. Por causa do incidente, três residências vizinhas também foram interditadas e os moradores tiveram que se mudar para casa de amigos ou parentes. O ajudante de Claudenir também teve ferimentos e foi encaminhado ao Hospital Municipal Raul Sertã.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Nova Friburgo, coronel Roberto Robadey, o acidente ocorreu em terreno condenado há dois anos. “O local estava interditado desde 2009. Coincidentemente, no dia 11 de janeiro deste ano (um dia antes da tragédia que devastou o município) foi solicitada a desinterdição. Há dois meses, em vistorias no local, houve uma nova tentativa de interdição, mas o morador não se encontrava”, explica o coronel Roberto Robadey.
Ele afirma que se fossem respeitadas algumas normas o acidente ocorrido na última semana teria sido evitado. “A principal orientação, que não foi cumprida neste caso, é que todo tipo de serviço dessa natureza dever ter licença da Prefeitura e um profissional responsável. Se isso fosse respeitado não teríamos aquele acidente e as obras seriam seguras após a sua conclusão”, informa.
Robadey diz que o primeiro passo de quem for iniciar uma obra é entrar em contato com um profissional responsável. “Ele tem que contratar um engenheiro para fazer um projeto e aprovar na Prefeitura. Quando isso não ocorre, a pessoa se coloca em risco, coloca os trabalhadores em risco e coloca vizinhos em risco”, esclarece.
Segundo o coronel Robadey, é importante que os próprios vizinhos ajudem a fiscalizar as obras. “Há dois anos a Prefeitura de Nova Friburgo tem o Disque Meio Ambiente para receber denúncias deste tipo. Ele funciona no telefone 2525-9191, na Defesa Civil. Desde a implantação do serviço já recebemos 58 denúncias, que foram apuradas e encaminhadas aos órgãos competentes”, revela.

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