Henrique Amorim
Empresários filiados à Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Acianf) que participaram na última sexta-feira, 29 de abril, de mais um encontro da Rede de Negócios da entidade saborearam deliciosas iguarias típicas da culinária do interior. À mesa da reunião, broas de fubá, canjica, bolos e tortas diversas, além de uma torta de frango que fez muitos pedirem bis. Na verdade, tudo de dar água na boca. O cardápio do “café da roça” foi uma cortesia e mostra do projeto Rural Legal, desenvolvido no distrito rural de Campo do Coelho, com apoio da Acianf e parceiros.
A iniciativa visa desenvolver a economia daquela região neste pós-catástrofe de 12 de janeiro e fortalecer as famílias oferecendo oportunidades de qualificação profissional e valorização da autoestima. A empreendedora do Rural Legal e também vice-presidente de serviços, turismo e cultura da Acianf, Dalva Brust, aposta que o projeto gere, além do incremento da gastronomia típica e do turismo, também oportunidades aos jovens rurais com cursos gratuitos de informática fortalecendo o associativismo. O Rural Legal já atrai dezenas de moradores de Campo do Coelho que se reúnem periodicamente em duas salas da entidade assistencial alemã Kinderdorff Rio/Aldeia da Criança Alegre, na localidade de Centenário, para aprimorarem técnicas da culinária do interior na “oficina do sabor”, desenvolverem o artesanato e a solidariedade com a arrecadação de alimentos e roupas para as vítimas das chuvas.
— O Rural Legal também vem desenvolvendo na comunidade rural pesquisas de campo, incentivo ao agronegócio, programas de prevenção e educação em saúde familiar e em breve os produtos da culinária típica poderão ser padronizados, obterem um selo de qualidade e, em seguida, comercializados na “feira da roça”, um espaço também para mostra do artesanato local e dos talentos culturais da terra — destacou Dalva Brust. Ela lembrou ainda que o “Rural Legal” pode figurar também como um grande incentivador do turismo no distrito de Campo do Coelho.
— Quem visita aquela região, além de curtir a natureza, não quer comer chester com maionese no almoço, quer mesmo é saborear a típica linguiça da roça, broa de fubá ou de milho, bolos, tortas e tudo o mais que a cozinha do interior tem de melhor e com aquele cheirinho de tempero peculiar que ninguém tem — observou Dalva sem esquecer da finalidade também assistencial do projeto que ajuda a sobrevivência de 643 famílias carentes cadastradas naquela região com a doação de alimentos e roupas (há atualmente grande falta de óleo de soja e açúcar). Cada família beneficiada é incentivada a matricular, no mínimo, um dos seus membros em alguns cursos de capacitação oferecidos pelas empresas parceiras do projeto.

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