Eloir Perdigão
Seis casas destruídas – três na Rua Py e outras três na Rua Luiz Carestiato - e dois mortos, além de desabrigados. Este foi o saldo da tragédia das chuvas no Parque Maria Tereza, localizado entre Conselheiro Paulino e Riograndina. Uma família ainda se encontra abrigada na Capela Santa Luzia. Depois do temporal, um mutirão foi feito para limpeza, principalmente das canaletas, consideradas como as grandes protetoras do bairro, que tem partes elevadas. Mas o mutirão foi considerado pouco para todas as necessidades. A administração local, comandada por Ozéas Gonçalves da Rosa, conta com dois funcionários para todo o serviço, sem nenhum veículo de apoio.
No setor educacional, o Parque Maria Tereza conta com a Escola Municipal Pastor Schlupp, que tem alunos até o quinto ano do ensino fundamental. Há também uma creche. Ambas atendem bem à comunidade, embora haja pleito para que a escola seja ampliada e tenha até o nono ano. Os alunos, ao completarem o quinto ano, saem para estudar em Conselheiro Paulino ou no Centro, deslocando-se, ainda pequenos, de ônibus. A creche ocupa o prédio que era da associação de moradores. Esta faz, agora, suas reuniões na sede da administração, junto à escola.
Os ônibus que fazem a linha do parque Maria Tereza circulam a cada 40 minutos, com reforços entre 15h25 e 20h05. Os moradores reivindicam mais um ônibus na linha, a fim de que intervalos diminuam. O bairro conta com a Capela Santa Luzia e uma Igreja Batista. Táxis e caminhões de entrega de gás circulam normalmente pelas ruas do bairro, que são todas pavimentadas. Os abastecimentos de água e energia elétrica são satisfatórios, bem como a iluminação pública e a coleta de lixo, feita três vezes por semana, contando também com dois ecopontos (contêineres para coleta de lixo reciclável). As ruas do bairro já foram dotadas de lixeirinhas, que não foram repostas e fazem falta. O telefone fixo, da linha 2527, anda com problemas. Os celulares funcionam precariamente.
Quase estritamente residencial, o Parque Maria Tereza tem apenas três mercearias, dois bares e algumas pequenas confecções. Compras maiores são feitas em Conselheiro Paulino ou no Centro. Há grande necessidade de farmácia e açougue.
Apenas duas áreas são aproveitadas para o lazer dos moradores. A pequena praça, sem nome, somente para encontros, uma cerveja e um fio de prosa, e a quadra junto à creche, que requer melhorias. Na Rua João Vicente Figueira havia uma pracinha, que está tomada de mato e totalmente abandonada. Moradores pedem a sua recuperação, bem como o retorno de um parquinho infantil na Rua Alberto Vieira.
A CRECHE – O Centro Municipal de Educação Infantil Edith Silva Santos tem 55 crianças matriculadas para este ano. Nos quase quatro anos de existência o funcionamento é tido como satisfatório pelos pais. A creche tem uma diretora, cinco professoras, sete auxiliares, duas merendeiras e duas serventes. Mais duas auxiliares se fazem necessárias para o turno da tarde, segundo reivindicação da equipe. Antes das aulas começarem, na segunda-feira, 21, o entorno da creche ainda não havia sido capinado e limpo.
CONSEQUÊNCIA DAS CHUVAS – A prioridade atual no Parque Maria Tereza é que a Defesa Civil dê um parecer oficial sobre a situação do bairro após a tragédia das chuvas de janeiro. Houve deslizamentos de barreiras e há casas em situação de risco, o que deixa os moradores muito preocupados. Uma pedra na barreira da Rua Luiz Carestiato tira a tranquilidade de todos. A moradora Rosimere Amaral Rodrigues Lopes se mostra preocupada por morar próximo. Ela teme por queda de barreira em frente a sua casa também, onde há muitas árvores, principalmente gigantescos eucaliptos.
O ponto positivo de toda a tragédia é que houve muita solidariedade por parte dos moradores do bairro, com muita ajuda aos necessitados.
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES – O presidente da associação de moradores, Jorge Camelo, manteve contatos com o prefeito em exercício, Dermeval Barboza Moreira Neto, em novembro de 2010, quando fez pedidos de mais funcionários e uma caminhonete para o bairro. Ele aguarda nova reunião com o prefeito para concluir os entendimentos. Para Jorge, há necessidade de novo mutirão no Parque Maria Tereza, principalmente para limpeza dos cerca de oito quilômetros de canaletas.
Jorge confirmou a necessidade de retirada de eucaliptos nas ruas Py e Luiz Carestiato, e a implantação do ensino até o nono ano na Escola Municipal Pastor Schlupp. Outra reivindicação dos moradores relatada por Jorge é o retorno dos ônibus da linha do Parque Maria Tereza pela estrada de Riograndina, devido à saturação do trânsito na Rua José Luiz Fernandes, na Lagoa Seca.
Por fim, ele pede que os moradores mantenham as ruas e as canaletas do bairro limpas, que cuidem da parte em frente a suas casas e convida para que participem das reuniões da associação, sempre aos segundos domingos de cada mês, às 10h, apresentando suas ideias, sugestões e apoio.
ESCOLA – Na Secretaria Municipal de Educação, a assessoria informou que a prioridade do secretário Marcelo Verly era o funcionamento das escolas, inclusive as que serviram de abrigo aos atingidos da tragédia de janeiro, que já haviam sido liberadas. As demais questões, como a reivindicação dos moradores do Parque Maria Tereza, de ampliação da escola local até a oitava série, ficará para análise no segundo semestre.

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