O secretário municipal de Educação, Marcelo Verly, concede entrevista coletiva nesta sexta-feira, às 10h, no auditório da Oi/Telemar, em frente à Prefeitura, para tratar do retorno às aulas e fazer um balanço do setor depois da tragédia ocorrida em janeiro.
A Secretaria Municipal de Educação divulgou a lista das 42 escolas e 14 creches que darão início ao ano letivo no próximo dia 21. As datas para retorno às aulas nas demais escolas são 28 de fevereiro e 14 de março. A lista das unidades liberadas para esses períodos será divulgada nos próximos dias. Os alunos das oito escolas interditadas pela Defesa Civil (três destruídas e cinco sem condições de uso) serão remanejados para outras unidades de ensino.
Cerca de dez escolas ainda acomodam 300 desabrigados. As secretarias de Educação e Assistência Social trabalham para que essas famílias sejam transferidas para demais abrigos até o início das aulas. Ainda este ano será iniciada a construção de três escolas, já inseridas no projeto do Centro de Educação Integrada de Nova Friburgo (Ceinf), que prevê unidades de ensino em sistemas modernos, com pilotis altos e estruturas distantes de encostas e rios.
As unidades liberadas para início das aulas na próxima segunda-feira são: Américo Ventura Filho e Maura Rosa Rodrigues (Alto de Olaria); Lina Rosa dos Santos (Alto do Catete); Celcyo Folly, Henrique Carlos Heckert, Gilcely Barrada Canto e Hermenegildo Gripp (Amparo); Flor do Ypê (Campo do Coelho); Ernesto de Souza Cardinot (Cardinot); Amâncio Mário de Azevedo e Cecília Meireles (Cascatinha); Santa Paula Frassinetti (Centro); Nadyr Cardoso (Chácara do Paraíso); Miguel Raymundo Bittencourt (Cônego); Vevey la Jolie e Dolores Sá Schuenck (Conquista); Maria da Conceição Abicalil e Padre Rafael (Cordoeira); Alberto Meyer (Granja Spinelli); Francisco Ouverney, Boa Esperança E.M., Laper Lyra Fagundes, Hermógenes Heringer, Galdinópolis, Cascata e Toca da Onça (Lumiar); José Antônio Teixeira (Macaé de Cima); Hortt Galipp e Maximillian Falck (Mury); São Judas Tadeu (Nova Suíça); Batista, Elza Barbosa Melhorança, Messias de Moraes Teixeira, Maria José Mafort e Patrícia José Sant’Anna (Olaria), Izabel Gomes Siqueira (Parque das Flores); Jamille Constantino Klein (Perissê); Alaene Pacheco Breder (Prado); Rio Bonito II (Rio Bonito); Rui Sanglard (Rui Sanglard); Clementina Alves Martins (São Geraldo); Sítio dos Afonsos (Sítios dos Afonsos); Bonaventure Bardy e Alípio da Silva Branco (Stucky); João de Almeida (Três Cachoeiras); Princeza Izabel (Vale dos Pinheiros); Manoel José Nogueira Peixoto, Flores de Nova Friburgo, Vargem Alta e Mario Calderaro (Vargem Alta); São Pedro da Serra (São Pedro da Serra); Irineu Mineiro (Catarcione); Pastor Schlup e Edith Santos Silva (Parque Maria Teresa); Francisco Silveira e Menino Jesus (Jardim Califórnia).
Secretaria Municipal de Educação de Nova Friburgo adota método pedagógico desenvolvido nas escolas municipais do Rio de Janeiro
Profissionais da área de educação das secretarias municipais de Nova Friburgo e do Rio de Janeiro se reuniram no teatro do Colégio Anchieta durante dois dias - 15 e 16 de fevereiro -, com o objetivo de apresentar o material pedagógico adotado na capital do Estado e que será utilizado em nosso município. Juntamente com a Ediouro, a secretaria de Educação do Rio doou todo o material pedagógico para o 1º bimestre de 2011, que será utilizado pelos professores e alunos de nossas escolas.
O encontro foi organizado pelas coordenadoras do Ensino Fundamental, Andrea Moraes (Anos Iniciais) e Marcia Daflon (Anos Finais), de Friburgo. Participaram as coordenadoras Maria de Fátima Cunha e Ana Cristian Veneno, e as educadoras Valeria Querido, Leticia Carvalho Monteiro, Ilca Valeria Santos, Beatriz Santos, Silvia Couto, Ana Paula Lisboa, Maria Lúcia e Simone Fadel, do Rio.
No segundo dia do evento, o secretário de Educação, Marcelo Verly, agradeceu à secretária de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, ao prefeito Eduardo Paes e a toda equipe de Educação pelo apoio oferecido, desde a primeira hora.
“A presteza de nossos colegas do Rio foi um conforto e propiciou uma parceria que nos levou a conhecer as ações que a prefeitura do Rio vem desenvolvendo para melhorar a qualidade da educação carioca. Assim, pudemos agir rapidamente para alojar as famílias nas escolas ao mesmo tempo em que tratamos de dar um passo importante na melhoria da educação do nosso município. No entanto, ainda vivemos um momento de dor e tristeza, e devemos refletir sobre tudo o que aconteceu. Nossos sentimentos se voltam para aqueles que perdemos - 66 alunos e cinco profissionais -, e para as famílias que estão passando por dificuldades, vivendo em abrigos. O caminho para a reconstrução é longo, estamos dando os primeiros passos. O que significa dizer que estamos caminhando ainda que lenta e cuidadosamente para chegarmos ao fim dessa estrada muito melhores do que estávamos antes desta tragédia”, discursou, na abertura do encontro.
O secretário informou ainda que foi enviado ao MEC um relatório apontando as principais demandas do município como a reposição de material didático e mobiliário destruídos pela inundação da cidade, e a disseminação do Programa Mais Educação, que até então atendia apenas as 16 escolas que apresentavam o menor IDEB do município, e passa agora a atender a 62 unidades com o apoio do governo federal. Citou também a proposta de construção dos CEIs (Centro de Ensino Integrado), assim como os CIEPs serranos que substituirão as escolas comprometidas e atenderão a um maior número de alunos.
“Desta forma, hoje somos os precursores no interior do Estado a usar esse importante material pedagógico. Por outro lado, estamos empenhados, com todo o esforço da secretaria, em consolidar parcerias, como a que firmamos com a EMOP (Empresa de Obras Públicas do Rio), entre outras, para a recuperação da estrutura física das nossas unidades. Todos nós sabemos que estes prédios, com raríssimas e honrosas exceções, já não estavam em boas condições ou não eram obras de boa qualidade, muito antes das chuvas. Agora, três dessas creches e escolas foram totalmente destruídas, como a da comunidade Rui Sanglard. Há cinco unidades condenadas pela Defesa Civil e mais 94 afetadas direta ou indiretamente, que estão passando por reforma, limpeza pesada e recuperação mais leve. Diante de tal quadro, nesta última terça-feira decidimos que nenhuma unidade será liberada sem que um rigoroso laudo assegure a integridade física dos funcionários e alunos, assim como uma análise bacteriológica das condições da água a ser usada”, informou.
Em seguida, o secretário acrescentou mais alguns nomes à lista das unidades liberadas para funcionamento a partir da próxima segunda-feira, 21, lembrando que novas escolas ou creches deverão ser anunciadas a cada dia, à medida que a Defesa Civil for liberando após conferir reformas e limpeza.
Comunidade unida pela melhoria da educação pública
Henrique Amorim
Sábado é dia de lazer e descanso. Uma pausa na rotina de trabalho e estudo para muita gente. Mas, na localidade de Boa Esperança de Cima, no distrito de Lumiar, os sábados têm sido de muito trabalho para grande parte dos moradores. Logo nas primeiras horas do dia eles deixam suas casas para se unirem num mutirão de solidariedade, e munidos de pás, enxadas e materiais de construção, adquiridos pela própria comunidade, se dedicam à reforma emergencial da Escola Municipal Boa Esperança. A meta é dotar o imóvel - com apenas uma sala de aula, uma cozinha e dois pequenos banheiros, onde estudam cerca de 40 crianças, em dois turnos - de maior conforto e melhor estrutura física. Ainda segundo os próprios moradores, a unidade não passava por uma reforma há pelo menos uma década.
A Escola Boa Esperança é multisseriada, um sistema adotado geralmente nas localidades rurais, que reúne alunos do primeiro segmento do ensino fundamental (1º ao 5º ano) numa mesma sala de aula, com uma só professora. A intenção dos moradores é conseguir reformar o máximo, para permitir a volta às aulas naquele espaço já nesta próxima segunda-feira, 21, data prevista pela Secretaria Municipal de Educação para o início do ano letivo nas escolas do distrito de Lumiar. Uma vizinha da escola, inclusive, já cedeu uma casa para abrigar os alunos, caso as obras não fiquem prontas neste fim de semana.
Desde o mês passado, quando o mutirão teve início, a Escola Boa Esperança já teve o telhado e o forro de madeira reformado, a caixa de gordura e a rede de esgoto desentupidas e o reboco das paredes refeito. Até uma varanda foi construída para abrigar os alunos durante a recreação em dias de chuva. Os integrantes do mutirão pretendem ainda angariar mais recursos para também substituírem mesas e cadeiras que estão em mau estado de conservação e comprarem uma nova geladeira e um fogão para a escola.

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