Editorial - Corrigindo erros - 8 de fevereiro 2011

terça-feira, 08 de fevereiro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

BEM ANTES da tragédia que se abateu sobre Nova Friburgo, os meteorologistas afirmavam unanimamente que o verão brasileiro seria quente e com muita chuva e as consequências do aquecimento global poderiam ser maiores que o previsto. Eles não estavam errados.

APÓS O fiasco das reuniões em Copenhague e Cancun, a questão ambiental ainda está indefinida e o clima no mundo segue sua trajetória alarmante, alterado, o que não é mais novidade. E, o meio ambiente, por conseguinte, sofrerá as consequências também. Chuvas, desertificação, terremotos, furacões, seca e incêndios são apenas alguns exemplos dessa ação, que pode chegar à irreversibilidade, caso o homem não mude a sua relação com o ambiente.

NO PLANO municipal, as consequências da alteração climática devem, agora mais ainda, ser avaliadas pelos técnicos do governo, planejando a implementação de soluções de longo prazo. Prevenindo-se das chuvas que caem frequentemente na região, evitando que as mesmas tornem inabitáveis as encostas e outras áreas de risco, as autoridades podem dar uma grande contribuição para a comunidade nesta época de restauração e para o futuro.

AS SOLUÇÕES de longo prazo para evitar tais problemas passam pela elaboração conjunta de planos de drenagem, com medidas que demandam tempo e dinheiro, porém em menor escala que as perdas com os prejuízos das inundações urbanas, como a que ocorreu dia 12 de janeiro e num passado recente. A hora é de refazer os estragos com segurança e qualidade.

ENTRE AS políticas públicas é necessário também que o governo dê atenção especial à proliferação de ocupações irregulares, com a consequente favelização de morros e encostas. O saldo de mortes ocorridas confirmou esta perversa condição e que agora pode ser revertida com a construção de novas unidades habitacionais.

A OCUPAÇÃO de encostas e morros, como existe em Nova Friburgo, por sua vez, torna ainda mais vulnerável a bacia urbana, tanto pela remoção da vegetação natural, que é altamente protetora do solo, retendo e ajudando a evaporação das águas de chuva, como pela exposição à erosão a que ficam submetidos.

COMO HÁ muito por fazer, é necessário que a população esteja consciente em termos de educação ambiental. É preciso que cada um faça sua parte para o alcance de uma cidade ambientalmente agradável, sem alagamentos nem deslizamentos, e mais protegida. É o que desejamos.

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