Para brindar o ano-novo!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010
por Jornal A Voz da Serra
Para brindar o ano-novo!
Para brindar o ano-novo!

Brindando com prosecco!

Se depender da variedade de espumantes, 2011 será um ano muito borbulhante

Dalva Ventura

Réveillon tem que ter brinde, e brinde com espumante, certo? De preferência, um prosecco bem geladinho. Mas, na verdade, qual a diferença entre um espumante, um prosecco, um champanhe ou um Lambrusco? Na hora de degustar, os leigos até percebem a diferença. Mas, na hora de comprar, poucos sabem distinguir um do outro, e se não tiverem uma boa orientação, acabam incorrendo em erros que não precisariam acontecer.

Na verdade, todos são vinhos espumantes. A diferença é que os mais baratos geralmente são produzidos a partir de um processo mais econômico, similar ao de fabrico de refrigerantes. Mas, além do preço, existem alguns detalhes que devem ser levados em conta na hora de escolher.

Segundo Fátima Erthal, da Drink & Cia, nem sempre os espumantes mais caros são os melhores. E é perfeitamente possível encontrar espumantes muito bons, na faixa dos R$ 20, e que não fazem feio em nenhum Réveillon.

O Brasil está se sobressaindo muito na produção de espumantes de qualidade, com várias vinícolas colocando no mercado produtos muito bons. Os espumantes brasileiros geralmente são produzidos com uvas pinot noir com chardonay. Vale lembrar que a uva pinot noir é escura e, para produzir um espumante branco, a casca é retirada.

A Itália faz um espumante maravilhoso a partir da uva moscatel. Este se chama “Asti”, por ser o nome da região onde ele é produzido. Portugal também produz este tipo de espumante, com o nome de “Moscato”. No Brasil chamamos os mesmos espumantes de “Moscatel”. Na verdade, não se pode usar o nome “Asti”, pois, assim como “Champagne”, este nome é registrado e de domínio da Itália.

A Drink & Cia dispõe de uma variedade enorme de espumantes, desde os suaves e mais simples, a R$ 6,50, até os mais caros, na faixa de R$ 570 (um Don Perignon). Mas, o campeão de vendas nesta época é o da Salton (seco ou meio doce), a R$ 10,50. Existe uma linha um pouco melhor, a R$ 17,90 (de moscatel, brut ou demi sec), ou um Champenoise (brut ou demi sec), a R$ 22,50.

Com um pouco mais é possível levar um Prosecco Salton especial a R$ 26,50 ou, pelo mesmo preço, um reserva Ouro Brut, por R$ 26,50. Ou ainda um Valdobbiadene (entre R$ 27,50 e R$ 45).

A Casa Valduga tem um espumante de nome “Arte” (que usa uvas chardonay e pinot noir) e que é feito pelo método tradicional de fermentação. Esta mesma casa produz também um excelente moscatel, na faixa de R$ 29,90.

Já os proseccos podem ser secos ou meio secos, e são produzidos a partir de uma uva com este mesmo nome. Originariamente, era um espumante italiano produzido apenas na região do Vêneto, sendo que os mais renomados são os de Valdobbiadene. Há algum tempo, porém, o Brasil passou a produzir proseccos.

Apesar de muita gente usar a expressão como sinônimo, o Champagne de verdade só é produzido na região com este mesmo nome, na França. É produzido com uvas pinot noir e chardonay, utilizando o método “champenoise”, ou seja, de fermentação na garrafa. Só para ilustrar, as champagnes francesas estão entre R$ 167 a R$ 570. Mas há espumantes franceses que, apesar de não levar o nome “Champagne”, pois são produzidos em outra região, saem a partir de R$ 25.

Fátima Erthal destaca o Lambrusco, outro espumante que vem conquistando fama cada vez maior entre os brasileiros. É produzido na Itália, na região da Emilia romana, com uma uva com este mesmo nome. Geralmente o encontrado no mercado é o “Amabile”, que é levemente suave. Mas existem também os secos, que podem ser tintos, brancos ou rosés. Na Drink & Cia, os lambruscos vão de R$ 12,90 a R$ 18,50.

Os espumantes espanhóis também são muito renomados, sendo conhecidos como “Cava”. Destaque para a linha da marca Codorniu, que leva o nome de “Maria”. Tem um ótimo preço (R$ 23,50), excelente apresentação e é muito bom.

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