Dalva Ventura
Assim como tantas cidades do país e do mundo, Nova Friburgo participou do Outubro Rosa, cujo objetivo é lembrar à população a importância da prevenção contra o câncer de mama. Munidas de apitos, faixas e bolas rosa, integrantes da Associação da Mulher Mastectomizada de Nova Friburgo (Amma) percorreram a Avenida Alberto Braune em direção à Praça Getúlio Vargas, na manhã de sábado, 16, distribuindo panfletos com dados e informações sobre a doença.
Com cerca de 120 pessoas na maior animação, a maioria vestindo camisa ou usando um acessório na cor rosa, a caminhada superou as expectativas das responsáveis pela entidade. Ao chegarem à praça, os participantes deram um abraço simbólico na estátua de Alberto Braune e, em seguida, posaram para fotos nas escadarias do antigo fórum da cidade.
O evento integra um movimento mundial de mobilização contra o câncer de mama. O Outubro Rosa acontece simultaneamente em todo o Brasil e tem seu ponto culminante no Rio de Janeiro, com seu principal símbolo, o Cristo Redentor, iluminado de rosa. A atriz Alinne Moraes também gravou um comercial com a camisa da campanha. Neste ano, a campanha está focada na necessidade de se investir na saúde das mulheres brasileiras, em especial na saúde da mama.
Segundo a presidente da Amma, Maria Helena Moraes dos Santos, o objetivo é mostrar à comunidade que a prevenção pode, realmente, salvar muitas vidas e que o importante é deixar o preconceito de lado. “Atualmente, existem tratamentos até para os tumores mais agressivos”, declara, citando o próprio exemplo, que teve câncer de mama há 16 anos e ficou totalmente curada, porque descobriu a doença a tempo.
Maria Helena ressaltou a importância do autoexame das mamas e a realização da mamografia. Vale lembrar que nas mulheres acima dos 40 anos, o SUS faz o exame gratuitamente. Apesar de todas as campanhas realizadas, a doença ainda atinge milhões de mulheres em todo o Brasil. Uma pena, pois seria completamente curável se descoberta a tempo.
“O diagnóstico precoce possibilita a cura em até 95% dos casos. Esse é um dado ainda pouco conhecido da maioria das pessoas que ainda têm muito medo da doença. Para mudar isso, só com muita informação e atividades de conscientização, como esta caminhada”, explicou Maria Helena.

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