Abrindo a segunda fase do projeto AFI de mãos dadas com a cidadania, a Associação Friburguense de Imprensa (AFI) recebeu, na Academia Friburguense de Letras (AFL), o advogado Marcelo Chalreo, vice-presidente da comissão de direitos humanos da OAB/RJ e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que abordou o tema Desaparecidos políticos e a OAB. Ele falou sobre a campanha da instituição pelo direito de dezenas de famílias virem os restos mortais de seus entes queridos. A campanha, que está sendo desenvolvida em todo o território nacional, pede às autoridades para liberar os arquivos confidenciais da ditadura Vargas, em 1954, e a dos militares, nas décadas de 70 e 80.
Uma plateia bastante seleta, composta na sua maioria por advogados, jornalistas, estudantes e outras autoridades, acompanhou atentamente a palestra, que mostrou a verdade dos fatos sobre a operação Condor do Paraguai, o movimento Brasil Nunca Mais, o Projeto Ficha Limpa, o atraso na postura brasileira no que se refere aos arquivos nacionais, ao contrário de outros países, como Paraguai e Chile, que criaram um museu sobre o assunto.
O advogado disse que a OAB nada mais pretende a não ser uma campanha pelo direito da verdade dos fatos e, neste sentido, a entidade mantém o site www.oab.rj.org.br.
Além do presidente da AFI, José Duarte, e o presidente da AFL, Aécio Alves da Costa, marcaram presenças Carlos André Pedrazzi (presidente da 9° Subseção da OAB em Nova Friburgo), Rômulo Colly Júnior (vice-presidente), André Abicalil (secretário), Vanda Barroso (poetisa), JF (radialista) e Ricardo Leone (jornalista), entre outros.

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