Chá de sumiço
Já faz algum tempo desde que estivemos aqui pela última vez. No mês de maio, precisamente. Depois disso, restou, tão somente, o trabalho de digitalização do arquivo Pró-Memória que vai de vento em popa para a alegria de todos nós. Um chá de sumiço, portanto, não justificado.
Pois bem, estamos de volta, cheios de boas novas. Para começar, temos a dizer que o processo de constituição da Fundação D. João VI de Nova Friburgo se encerrou no dia 20 do corrente. Primeiro foi a aprovação da Lei Municipal nº 3.836, em dezembro de 2009; depois o Decreto do Prefeito Heródoto Bento de Mello criando a nova instituição pública de Nova Friburgo; em seguida, a posse do Conselho de Administração, amplamente divulgado nesse jornal; feito isso, veio o registro da fundação junto ao Cartório do 3º Ofício; e, por fim, na Secretaria da Receita, dando conhecimento ao órgão federal da existência dessa importante instituição friburguense, que nasce com o nobre propósito de preservar a história e as memórias de nossa cidade. Sendo assim, estando ela criada e sacramentada, e já de toda aceita e respeitada por todos, passo a próxima notícia: já está disponível o site oficial da Fundação D. João VI de Nova Friburgo, que tratará do institucional, dando ciência dos seus compromissos e transparência, às suas ações. Lá estão publicados: a Lei Municipal 3.836, o Estatuto que rege a instituição e mais o Regimento Interno que estipula as normas da casa, que será publicado após a sua aprovação pelo Conselho de Administração. O endereço eletrônico do site é o seguinte: www.fundacaodjoaovi.com.br.
A novidade seguinte é relativa ao processo de digitalização de jornais. Compreendendo a urgência desse trabalho e o pouco tempo disponível, pois os jornais estão se deteriorando apesar de todo o cuidado e preocupação, a empresa Pedrinco doou à nossa instituição um scanner de mesa (Microtek - OpticBook A 300) apropriado ao trabalho que vem sendo realizado e que deverá agilizar os trabalhos de digitalização, além de possibilitar maior qualidade na captura das imagens. Com ele será possível, também, digitalizar os livros manuscritos, inclusive aqueles cuja a leitura já é muito difícil em decorrência do enfraquecimento da tinta, dado a sua característica de facilitar a digitalização de encadernados. Sendo assim, cresce a nossa esperança de concluir a digitalização mais urgente, protegendo os itens mais antigos e preciosos desse magnífico acervo.
Espero que o chá de sumiço tenha sido plenamente justificado. Um abraço a todos e o nosso agradecimento à Pedrinco, de coração.
Nelson A. Bohrer (Guguti)

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